Os petroleiros da Bahia iniciaram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 18, e um ato em frente à Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), marca o início da paralisação da categoria.

De acordo com o Sindipetro-BA, as reivindicações são por direitos, empregos e contra a insegurança, a pressão e o assédio moral. “Nós consideramos este o maior ataque da história da Petrobras à privatização da RLAM. A gente entende que esta luta é importantíssima. É preciso derrotar a direção da Petrobras e o governo, que querem dilapidar a Petrobras como uma empresa pública, nacional e integrada”, afirma.

No local, representantes dos sindicatos dos petroleiros do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo apoiam a greve, além da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular (CSP) – Conlutas. “Estamaos aqui contra a privatização não só desta refinaria, mas das oito refirnarias que tem no país e todo o grupo da Petrobras. Todo mundo trabalhando para que a Petrobras não seja entregue ao capital estrangeiro”, diz Altino Prazeres, representante da Central Sindical e Popular (CSP) – Conlutas.

Ainda integram o ato em frente à refinaria Landulpho Alves membros do PT, PCO e PSTU. “Estamos aqui trazendo nosso apoio e solidariedade à greve dos petroleiros, pois entendemos que a privatização da Rlam vai atingir de forma negativa a economia da Bahia., Vai gerar desemprego e aumentar a desigualdade social hoje existente”, declara Jailson Lage, coordenador do Sindicato do Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (SINDJUFE-BA)

O que diz a Petrobras

Por meio de um comunicado, a Petrobras informou que foi notificada no último domingo, 14, pelo Sindipetro-BA, sobre o movimento grevista. De acordo com a notificação, o motivo alegado para a paralisação é o processo de desinvestimento da RLAM.

A Refinaria Landulpho Alves foi vendida ao grupo Mubadala Capital, de Abu Dhabi, pelo valor de US$ 1,65 bilhão, no dia 8 de fevereiro. Os petroleiros já tinham feito uma manifestação contra a venda da refinaria no dia 10 de fevereiro.

Segundo a estatal, a greve com essa motivação não preenche os requisitos legais para o exercício do direito de greve. A greve, segundo a empresa, só é legítima quando está relacionada à reivindicação de direitos dos trabalhadores, como salário e benefícios; caso contrário, é considerada abusiva. Diante disso, a empresa informa que adotará todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis.

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