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Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy, afirmou que o partido irá entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal e conta com a possibilidade de recurso no plenário da Casa nesta terça-feira (10).

“Espero que a direção do Senado não acolha essa decisão despropositada. A gente tende a crer que o Senado não deve dar conhecimento a essa correspondência (…) É importante que o Senado não reconheça a decisão do deputado Waldir Maranhão. Isso é um desserviço que o deputado está fazendo ao País”, alegou.

O tucano lembrou que a decisão obtida na Câmara dos Deputados, e cancelada pelo presidente interino da Casa nesta segunda-feira (09), está dentro da legalidade e ressaltou: “o Senado federal, ao receber a decisão da Câmara, reconheceu e deu continuidade”.

Em poucos dias no comando da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão não havia, até então, tomado nenhuma decisão. Para Imbassahy, está cada vez mais claro que o afastamento do titular Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é definitivo e, por isso, há a necessidade de se determinar a vacância do cargo e a convocação de nova eleição. “A atitude de Waldir Maranhão leva a pensar em sua destituição como primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados por abuso de poder. Isso é algo que não pode ser aceito pelo País”.

Mesmo com a decisão do deputado Maranhão, o Senado pode dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Pode [dar continuidade] e a decisão correta [do Senado] será não acolher. Raimundo Lira já se manifestou contrário à decisão. Não tem sentido isso aí”, disse.

Em resposta ao que dizem deputados petistas sobre o impeachment ser “golpe”, Imbassahy foi enfático: “não vai ter golpe, vai ter impeachment de uma presidente que mentiu para a nação”.

Para o deputado líder do PSDB, a presidente Dilma Rousseff será afastada ainda nesta semana e acrescentou: “é algo esquisitíssimo. Uma pessoa que surpreendentemente faz algo dessa natureza… é muito estranha essa atitude do deputado Waldir Maranhão”.

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