Por Thimoteo Oliveira | twitter: @thimoteocampos

Enquanto as escamas não caem dos olhos dos “analistas”, o pré-candidato a prefeito de Salvador pelo PRTB, Cezar Leite, continua ganhando força como representante de Bolsonaro em Salvador.

Atualmente, vereador na capital baiana, o médico de 46 anos conquistou os corações dos grupos bolsonaristas mais influentes da rede, que mostram Cezar como o “novo exterminador da esquerda e do establishment soteropolitano”. Os sintomas ganharam força após diversas falas contrárias ao presidente Jair Bolsonaro, pronunciadas em discursos e entrevistas por ACM Neto, que irritaram até mesmo os próprios admiradores do prefeito. A gota d’água, segundo alguns observadores, foi durante um debate on-line sobre liberdade de expressão, onde Neto cogitou uma possível união com partidos de esquerda para “defender a democracia” (LEIA MAIS AQUI). A declaração causou um terrível impacto negativo entre os apoiadores do prefeito, mas o prejuízo político sobrou mesmo para Bruno Reis. Desde então, Cezar vem crescendo nas mídias sociais como único candidato da direita em Salvador e agora conta com o apoio de muitos “ex-carlistas” que anteriormente votariam em Bruno. 

A maldição de Neto

A dor de cabeça aumenta quando Neto continua não demonstrando interesse em compreender o novo pensamento da classe média, a mesma que elegeu Bolsonaro em 2018 e é conhecida por formar opinião política da classe baixa. Do mesmo modo, esses fenômenos foram ignorados pela grande mídia e por políticos, inclusive pelo próprio ACM Neto. Como coordenador de campanha, errou feio em 2014 com Souto e 2018 com Alckmin. O prefeito só abriu os olhos nos últimos minutos do “segundo tempo”, após insistência de pessoas mais próximas. Na última semana, pesquisas mostraram que Bolsonaro continua liderando em vários cenários (leia mais aqui).

Cezar tem mostrado fluência no entendimento político e com certeza usará o “canhão conservador” para ganhar mais apoiadores em Salvador, enquanto Bruno, não sabemos se orientado por seu padrinho, ainda perde tempo buscando apoio em um centrão obsoleto ou em uma esquerda tradicionalmente fracassada nas candidaturas à prefeitura de Salvador. 

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