Após três divulgações afetadas pela greve, o IBGE retomou nesta quinta-feira (25) a divulgação completa da Pesquisa Mensal de Emprego, que mostrou uma taxa de desemprego de 5% em agosto.

Analistas esperavam uma taxa na ordem de 4,5% a 5% para agosto. A taxa de desemprego se mantém baixa por conta da Copa, com efeito em junho e julho, e em agosto já sob impacto das eleições, que geram empregos temporários.

Apesar do índice ser o mais baixo para o mês desde 2002 –em agosto de 2013 o desemprego ficou em 5,3%–, os dados apontam para uma piora no mercado de trabalho, com menor ritmo de crescimento do emprego em comparação com a expansão no número de desocupados.

Ou seja, o desemprego está baixo porque caiu a procura por trabalho, tendência que prevalece neste ano e que pode representar o desalento de uma parcela da população em idade para trabalhar.

Um dos motivos pode ser o desalento provocado pela dificuldade maior de encontrar um trabalho que a pessoa julgue conveniente.

Pelos dados do IBGE, o número de pessoas ocupadas cresceu 0,8%, de julho para agosto totalizando 23,139 milhões de trabalhadores. Já o total de desempregados cresceu 3,3%, para 1,2 milhão de trabalhadores.

Apesar do aumento do número de desempregados e das pessoas ocupadas frente a julho, esses dois contingentes tiveram queda na comparação com agosto de 2013 –de 5,8% e de,04%, respectivamente.

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