Uma audiência que ocorreria na tarde desta segunda-feira, 27, na 16ª Vara Criminal, em Sussuarana, em Salvador, que apura o processo da morte no trânsito da professora de dança Geovanna Alves Lemos, 41 anos, no bairro da Pituba, em Salvador, foi adiada. Ao justificar a ausência, em petição, a defesa da acusada, a médica Rute Nunes Queiroz, alegou “contingência médica” de um dos advogados.

Segundo a acusação, a medida foi orquestrada com o intuito de postergar mais uma vez o andamento do processo. “Seria a audiência em que seria colhido o depoimento pessoal da médica, da ré, que atropelou de forma negligente a Geovanna, levando ela a óbito, e, portanto, os advogados se valeram desta ‘filigrana jurídica’ para se esquivar da audiência”, lamentou o advogado da família da vítima, Hermano Gottschall, classificando a ação como “ma-fé processual”.

Uma nova audiência foi agendada para o dia 27 de abril. A mãe de Geovanna, Glovildes Alves Santos, mais conhecida como ‘Tia Vidinha’, que se mudou para o interior da Bahia após a morte da única filha, compareceu ao fórum em Sussuarana e saiu frustrada. “Tia não está bem. Acho que a expectativa da finalização do caso na Justiça é que mantém ela de pé”, contou uma amiga da família.

Esta seria a quarta audiência do caso. Antes do depoimento de Rute Queiroz, haveria a oitiva da última testemunha, que também compareceu ao fórum criminal.

Relembre o caso

O acidente que vitimou Geovanna Lemos ocorreu no dia 15 de março de 2018, por volta do meio-dia, em um retorno na Pituba, quando a bailarina e professora de dança se dirigia para o trabalho, a bordo de um mototáxi.

Conforme consta nos autos do processo, “a médica conduzia em alta velocidade seu veículo Kia Sportage, fazendo uso de telefone celular, conforme relatos de testemunhas, evidências constantes no inquérito policial e confirmado por laudo pericial da polícia técnica. Ao perder o controle do veículo, a médica arrastou a motocicleta em que estava a vítima, Geovanna Lemos, a caminho de seu trabalho, tendo sido esta bruscamente arremessada para o asfalto. Nesse instante, a médica acelerou o veículo no intuito de evadir-se do local e acabou passando por cima do corpo da professora, que veio a óbito com severos traumatismos”.

A médica foi denunciada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e responde a ação penal pública pelo crime de homicídio culposo. A reportagem tenta contato com defesa da acusada.

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