A rotina mudou devido à pandemia do novo coronavírus. Os eventos do UFC foram paralisados – o que deixa Deiveson Figueiredo sem saber a data exata de seu retorno ao Ultimate. O que segue igual é o foco no cinturão do peso-galo e em Joseph Benavidez, a quem deve enfrentar quando a organização retomar as atividades.

Em uma das últimas edições do UFC, em Norfolk (EUA), semanas antes do agravamento da pandemia, Deiveson Figueiredo nocauteou Benavidez, porém, o título vago da categoria estava em jogo apenas para o americano, afinal o paraense não havia batido o peso. No reencontro, o “Deus da Guerra” promete que estará em dia com a balança e garante que será o primeiro atleta a finalizar o rival, que jamais perdeu por submissão em 14 anos de carreira.

– Estou aproveitando a quarentena para curar semi-lesões, para recuperar meu corpo. O Benavidez merece a revanche, até por ter lutado comigo sabendo que eu estava acima do peso. A gente vai se enfrentar de novo, tirar essa teima, porque ele acha que me bate. Se eu nocauteei no segundo round, agora vou para finalizar no primeiro. Quero quebrar esse negócio de ele nunca ter sido finalizado. A meta agora é finalizar. A hora que embolar, vou pegar.

– Muita gente comenta que eu fiquei acima do peso… agora é bater e acabar com essa desculpa. Vou finalizar bonito para que não exista uma terceira luta. Vou arrancar a cabeça dele, seja com um mata-leão, seja com um outro estrangulamento qualquer – declarou o atleta, que torce para o duelo ser em julho, em entrevista ao Combate.com.

Sem definição de data, Deiveson Figueiredo treina, cautelosamente, na capital paraense. Em função do distanciamento social, evita os treinamentos de wrestling e jiu-jítsu. No Portal da Amazônia – uma área descampada da cidade -, trabalha o boxe e o muay thai, utilizando máscara de proteção para diminuir os riscos de ser contaminado pelo vírus da Covid-19.

Deiveson Figueiredo nocauteou Joseph Benavidez no segundo round pelo UFC Norfolk — Foto: Getty Images

Deiveson Figueiredo nocauteou Joseph Benavidez no segundo round pelo UFC Norfolk — Foto: Getty Images

– Eu treino de manhã e à tarde, tomando os devidos cuidados que as autoridades pedem. O Portal da Amazônia é um lugar aberto, arejado, me sinto bem treinando lá. Adotamos a máscara pelo aumento da pandemia em Belém. As coisas estão ficando muito sérias. Sempre deixo álcool do lado, passo na luva para ficar limpa e não vacilar. Estamos evitando os treinos de luta agarrada, não me arrisco, tenho bebê em casa. Eu trabalhar o boxe, o muay thai, que eu não preciso ficar colado, e mantive a preparação física. Uso máscara, álcool em gel, mantenho a distância. Enquanto o povo não obedecer o que as pessoas da saúde pedem, isso não vai terminar. Tem que obedecer para a gente se livrar disso.

Esperançoso, Deiveson Figueiredo projeta passar o Réveillon com o cinturão do UFC em Soure, na Ilha de Marajó, onde nasceu, e, enfim, concretizar a reforma da casa de sua mãe, que até hoje mora no município.

– Vou defender esse cinturão por muitos anos. Vai ser uma conquista grandiosa, para começar o ano com o pé direito, passar a virada com o cinturão, ao lado da minha família, curtindo um louvorzão. A pandemia atrapalhou (a reforma), mas estou mexendo aos poucos na casa da minha mãe. Quero inaugurar depois da minha próxima luta e dar conforto para a minha mãe, porque ela merece.

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