A defesa do ex-deputado Luiz Argolo, preso na Operação Lava Jato, quer usar o caso do ex-parlamentar André Vargas, também alvo da força-tarefa e solto no mês passado, como trunfo para resolver o impasse em torno do parcelamento da dívida dele e tentar a liberdade do político. Enquanto Argolo quer a divisão do débito de R$ 1,9 milhão em 152 vezes, a Justiça tem seguido o entendimento do Ministério Público Federal (MPF) de que o ex-deputado pode quitar a obrigação à vista. No novo pedido, feito no último dia 13, a defesa dele cita a soltura de Vargas após parcelar a dívida de R$ 1,1 milhão em 72 vezes.  “Há claramente uma situação de absurdez, na medida em que há um tratamento desigual entre partes iguais”, argumenta. A petição ainda não foi julgada pela Justiça Federal.

Posição contrária
Ao se manifestar sobre o caso, o MPF tem defendido que, caso a Justiça entenda por permitir a divisão, o número máximo de parcelas mensais deve ser 36.

Próximos passos
A Polícia Federal vai avançar nas investigações do inquérito que apura  lavagem de dinheiro que soma R$ 6,5 milhões por meio do aluguel de  máquinas em fazendas da família Vieira Lima. O alvo, agora, são os materiais  apreendidos na casa de Marluce Quadros Vieira Lima, mãe do ex-ministro  Geddel Vieira Lima, que serão confrontados com as informações fornecidas  pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) sobre as  atividades nas fazendas. A polícia também vai ouvir Valério Sampaio Souza, apontado como proprietário da JR Terraplanagem, que fornecia os equipamentos para os Vieira Lima.

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