Em outubro, o volume do setor de serviços continuou caindo na Bahia (-2,8%), na comparação com o mês imediatamente anterior, livre de influências sazonais, aprofundando, assim, a queda registrada em setembro (-0,6%). Entre setembro e outubro, com ajuste sazonal, 14 das 27 unidades da Federação tiveram quedas. No país como um todo o setor cresceu 0,1%.

De setembro para outubro, as maiores altas foram registradas no Amazonas (5,3%) e Maranhão (3,4%). No outro extremo, Tocantins (-7,7%) e Bahia (-2,8%) tiveram as quedas mais expressivas.

Frente a outubro de 2017, o volume dos serviços na Bahia também caiu (-6,7%) após registrar três altas consecutivas. Foi o quarto pior resultado do país e ficou bem abaixo da média nacional (1,5%).

Nesse confronto, o volume do setor de serviços recuou em 12 das 27 unidades da Federação, sendo as maiores quedas em Tocantins (-9,7%) e Roraima (-9,3%). Os destaques positivos foram Maranhão (6,7%) e Santa Catarina (4,9%).

Em 2018, os serviços na Bahia acumulam queda de 3,4% e de 3,7% nos 12 meses encerrados em outubro, aprofundando o ritmo de queda. No acumulado no ano, cai seguidamente desde fevereiro de 2017, no acumulado em 12 meses, recua desde setembro de 2015.

De janeiro a outubro de 2018, no Brasil, os serviços têm queda acumulada de 0,2%, com crescimento em apenas 5 das 27 unidades da Federação. Nos 12 meses encerrados em outubro, o volume do setor também teve retração de 0,2% no país, com resultados negativos em 22 estados.

Frente ao mesmo mês de 2017, em outubro de 2018, apenas os serviços prestados às famílias (3,0%) cresceram na Bahia. O setor vem apresentando altas seguidas desde julho deste ano, ainda assim, acumula uma queda de 3,0% tanto nos dez primeiros meses de 2018 quanto nos 12 meses encerrados em outubro.

Os transportes (-6,7%), que são a atividade de maior peso na estrutura do setor de serviços na Bahia, tiveram queda em outubro, interrompendo uma série de quatro altas consecutivas e diminuindo o ritmo de crescimento acumulado no ano, de 1,9% em setembro para 0,9% em outubro. Foi o segmento que mais contribuiu para a retração dos serviços como um todo, no mês.

A queda no volume dos serviços de comunicação e informação (-7,8%) foi a segunda principal influência para o resultado negativo no estado, em outubro. As atividades desse segmento vêm caindo seguidamente desde junho de 2017.

Já o grupo dos outros serviços (-34,1%) aprofundaram significativamente o ritmo de queda em outubro, depois do recuo de 15,7% em setembro, e já acumula em 2018 uma queda de 9,4%.

Os serviços profissionais (-2,3%), que vinham crescendo seguidamente desde maio de 2017, também registraram queda, diminuindo o acumulado no ano, de 0,8% em setembro para 0,5% em outubro.

De setembro para outubro, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia recuaram (-0,4%), interrompendo uma série de quatro altas seguidas. O confronto com o mês imediatamente anterior é ajustado sazonalmente.

Em 9 dos 12 estados onde as atividades turísticas são investigadas separadamente, houve queda nessa comparação, acompanhando a variação de -0,9% no país como um todo.

Frente a outubro de 2017, o turismo baiano cresceu 2,7%, num resultado, porém, bem abaixo da média nacional (5,4%).

Tanto nos primeiros 10 meses deste ano (-2,3%), quanto nos 12 meses encerrados em outubro (-1,4%), o volume das atividades turísticas no estado se mantém negativo.

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