Os corpos das irmãs Maysa Marques Mussi, de 27 anos, e Marcela Brandão Elias, de 37 anos, que morreram no acidente com um jato executivo em Maraú, baixo sul da Bahia, foram levados para São paulo no fim da tarde desta sexta-feira (22).

Os corpos serão cremados no Funeral Home, em São Paulo, no sábado (23). O velório vai começar às 9h e a cremação está marcada para 12h.

Além das irmãs, também morreu no acidente o ex-piloto da Stock Car Tuka Rocha, de 36 anos. Ele teve 85% do corpo queimado. Marcela morreu ainda no local do acidente. Ele pegou teve o corpo carbonizado após a aeronave pegar fogo. Maysa foi socorrida e levada para Salvador, onde foi tratada no Hospital do Subúrbio e no Hospital Geral do estado (HGE).

Ex-piloto da Stock Car Tuka morreu vítima do acidente — Foto: Reprodução

Ex-piloto da Stock Car Tuka morreu vítima do acidente — Foto: Reprodução

O piloto do avião teve alta médica na quarta-feira (20), seis dias após o acidente. Aires Napoleão, de 66 anos, teve 15% do corpo queimado e estava internado no HGE, na capital baiana, desde a última sexta-feira (15). Ele foi o primeiro das vítimas a ter alta.

A tragédia ocorreu na última quinta-feira (14). Entre os feridos estão o neto do empresário e fundador da companhia aérea Gol Nenê Constantino, Marcelo Constantino, de 28 anos, o filho de Marcela Brandão Elias, de 6 anos, e o marido dela, Eduardo Trajano Elias, de 38 anos, além de Fernando Oliveira Silva, de 26 anos, e Marrie Cavelan, de 27 anos.

Dos feridos, apenas Fernando segue internado no HGE, em Salvador. Os demais sobreviventes do acidente foram transferidos para hospitais de São Paulo na terça-feira (19). Não há detalhes do estado de saúde deles.

Acidente

Aeronave caiu em Maraú, na Bahia — Foto: Dudu Face/Camamu Noticias

Aeronave caiu em Maraú, na Bahia — Foto: Dudu Face/Camamu Noticias

O acidente ocorreu pouco depois das 14h da quinta-feira, em uma pista de pouso de um resort de luxo que está desativado, no distrito de Barra Grande, que pertence ao município de Maraú. O local é um destino turístico muito procurado na Bahia.

O jato executivo tinha decolado do aeródromo de Jundiaí (SP) cerca de três horas antes, com destino ao município baiano, segundo informações da Voe SP, que administra o terminal, e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um bimotor Cessna C550 fabricado em 1981, de prefixo PT- LTJ, estava em situação regular.

As causas do acidente aéreo são investigadas pelo Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), da Aeronáutica.

Militares do órgão estiveram no local do acidente, na sexta-feira, para coletar dados que possam auxiliar nas investigações que vão apontar as causas da queda. Não há previsão de quando a apuração vai ser concluída. Os destroços do jato foram retirados do local do acidente no sábado (16).

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Maraú, também apura o acidente.

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