O corpo do jornalista Julio Valdivia, do jornal “El Mundo de Veracruz”, do México, foi encontrado decapitado na quarta-feira (8).

Um colega de Valdivia do “El Mundo” afirmou que a suspeita inicial era a de que ele poderia ter sido atropelado por um três, mas isso foi descartado pelo promotor do caso.

Valdivia foi encontrado perto da linha do trem, decapitado e torturado, de acordo com esse colega, que pediu para não ser identificado.

O jornalista “trabalhava em uma área complicada, onde há grupos de delinquência. Se ele informou algo que incomodou esses grupos, é algo a se investigar”, afirmou Ana Laura Pérez, presidente da Comissão para a Atenção e Proteção dos Jornalistas de Veracruz.

Em uma rede social, o jornal “El Mundo” informou que Valdivia cobriu na terça-feira um confronto entre policiais e supostos criminosos no município de Cosolapa.

Esse é o quinto jornalista assassinado no México em 2020, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF). A entidade exigiu que as autoridades investiguem se o crime contra o jornalista, de 41 anos, está vinculado a sua profissão.

O México é considerado um dos países mais perigosos para exercer a profissão de jornalista, com mais de cem profissionais assassinados desde 2000, de acordo com a Comissão de Direitos Humanos. Mais de 90% destes crimes continuam impunes.

“Condeno o covarde assassinato do jornalista Julio Valdivia. Em coordenação com a procuradoria-geral do estado esgotaremos todos os recursos para encontrar os responsáveis”, informou o secretário de Segurança e chefe da polícia estatal, Hugo Gutiérrez, em comunicado.

Compartilhar