O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News, anunciou ontem que acionou a Advocacia-Geral do Senado para tomar providências contra as redes sociais Facebook e Twitter. De acordo com o senador, as empresas não têm colaborado com a investigação da comissão.

O objetivo é que as redes repassem ao colegiado dados de perfis apontados como parte de milícias digitais. Coronel questionou ao órgão do Senado se pode pedir ao Ministério da Justiça para que contate a Justiça dos Estados Unidos, onde ambas as empresas são sediadas, para determinar o fornecimento dos dados. “É bom lembrar que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já entendeu que essas empresas, por atuarem no Brasil, devem se submeter às decisões da Justiça brasileira”, destaca o senador no pedido.

No ano passado, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou em depoimento à comissão que pediu um levantamento a uma empresa que apontou que, somadas, os perfis do presidente e de um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), são seguidas por mais de 1,8 milhão de robôs que seriam usados para impulsionar as informações falsas e difamatórias.

“Nós temos quase dois milhões de robôs em apenas duas contas de Twitter. Eu quero crer que o presidente Bolsonaro não sabe disso. Mas pelo que vocês vão ver nas conversas do grupo do gabinete do ódio, o deputado Eduardo Bolsonaro está amplamente envolvido e é um dos líderes desse grupo que chamamos de milícia digital”, disse a deputada no depoimento.

Cancelamento A sessão desta terça-feira, 3, da CPMI das Fake News foi cancelada. A previsão era ouvir representantes da Am4 Brasil Inteligência Digital, empresa suspeita de produzir e disseminar notícias falsas durante a campanha presidencial de 2018. O motivo foi a saúde da relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA). Ela ficou doente e não conseguirá estar em Brasília. A perspectiva é que a sessão seja remarcada para a próxima semana. A informação é do BR 18, do Estadão.

Compartilhar