Diante do numero crescente de casos do Covid-19, o coronavírus, algumas informações e medidas garantem maior tranquilidade aos brasileiros que estejam planejando viajar neste período em que a recomendação é o isolamento.

Além das medidas de higiene preventivas conhecidas, aeroportos, companhias aéreas e agências de viagem contam com orientações específicas. Confira:

ANTES DE PENSAR EM VIAJAR

Mantenha-se a par dos conselhos de viagem das agências reguladoras e entenda que esta é uma situação que muda rapidamente. Se apresentar febre e sintomas respiratórios, essa pessoa não deve voar, se possível, mas qualquer pessoa que tenha febre e sintomas respiratórios e voe de qualquer maneira deve usar uma máscara em um avião.

É possível acompanhar os dados da doença no Brasil e no mundo, por meio da plataforma integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) do Ministério da Saúde.

AEROPORTOS

A vigilância sanitária é a primeira autoridade de saúde a ser informada sobre a existência de algum caso suspeito a bordo de aeronaves ou embarcações, sendo, portanto, responsável pelas primeiras medidas preventivas. As viagens sofrem com queda sensível de movimento.

Caso suspeito: o que acontece nos aviões e aeroportos?

A Anvisa tem várias orientações que devem ser seguidas por órgãos e trabalhadores que atuam em aeroportos e em aviões, no caso de detecção de algum caso suspeito do novo coronavírus. Uma delas é a de que o comandante da aeronave comunique à autoridade sanitária se houver suspeita da doença no voo. Também é responsabilidade do comandante a adoção de medidas para isolar a pessoa dos demais viajantes.

COMPANHIAS AÉREAS

A propagação do vírus e cancelamento de voos tem causado um efeito cascata sobre o transporte aéreo e órgãos competentes já se mobilizam para proteger não somente o setor, como os consumidores.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que publique ato normativo que assegure aos consumidores a possibilidade de cancelar, sem ônus, passagens aéreas nacionais e internacionais para destinos atingidos pelo novo coronavírus.

No entendimento do MPF, a cobrança de taxas e multas em situações de emergência mundial em saúde é prática abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

A medida deve atender clientes de companhias aéreas que tenham adquirido passagens até 9 de março (data de assinatura da recomendação), tendo como origem os aeroportos do Brasil. Além disso, deve garantir também a possibilidade de remarcação de viagens para a utilização de passagens no prazo de até 12 meses.

O MPF quer ainda que as companhias aéreas devolvam valores eventualmente cobrados a título de multas ou taxas a todos os consumidores no Brasil que já solicitaram o cancelamento de passagens em função da epidemia.

LATAM

A LATAM anunciou em 12 de março de 2020 uma redução de aproximadamente 30% de seus voos internacionais devido à baixa demanda e restrições de viagens.

Há possibilidade de reprogramação e cancelamentos com reembolso em voos internacionais e nacionais. Para mais detalhes, acesse o site oficial da companhia.

GOL

Há possibilidade de cancelamento e crédito, remarcação e cancelamento e reembolso. Para mais detalhes, acesse o site oficial da companhia.

AZUL

Assim como a LATAM, também sofreu redução dos voos internacionais. Já divulgou a política de alterações da viagem e cancelamentos para voos dentro e fora do país.

Além disso, a cia suspenderá as operações em algumas de suas bases: (De 21 de março a 30 de junho) Bariloche e (De 23 de março a 30 de junho) Lages, Pato Branco, Toledo, Ponta Grossa, Guarapuava, Araxá, Valença, Feira de Santana, Paulo Afonso e Parnaíba.

Para mais informações, acesse o site oficial da companhia.

COMPANHIAS INTERNACIONAIS

Confira nos sites oficiais das companhias as políticas de remarcação e cancelamento:

Aerolíneas Argentinas

Aeroméxico

Air France

Alitalia

American Airlines

British Airways

Copa Airlines

Delta

Iberia

United Airlines

AGÊNCIAS DE VIAGEM

Decolar

Se você viaja para China, países da Europa, Coreia do Sul, Japão, Irã, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Peru e Equador e precisa saber o que fazer, revise suas opções de alteração e cancelamento que já foram atualizadas em Minhas Viagens. Mais informações, no site.

CVC

Há política de alterações e cancelamentos. No entanto, se passar a ser desaconselhada a viagem ao país que você estiver visitando, a agência entrará em contato para informar suas opções, incluindo uma alteração, reembolso parcial ou total, de acordo com a política de nossos fornecedores. Dado que as recomendações estão em frequente alteração, verifique sempre as atualizações mais recentes no site oficial.

Airbnb

A empresa anunciou a ampliação, para o mundo todo, da Política de Causas de Força Maior para o coronavírus, permitindo que anfitriões e hóspedes cancelem reservas sem custos ou penalidades.

CRUZEIROS

Reprodução

Imagem: Reprodução

Grupo Royal Caribbean

Como boa parte da indústria do turismo, o Grupo Royal Caribbean, responsável pelo Royal Caribbean International, Celebrity Cruises, Azamara e Silversea Cruises, anunciou nesta segunda (9) medidas para tranquilizar quem está em dúvida se mantém ou adia sua viagem por conta do coronavírus. Entre elas está a possibilidade de cancelamentos até 48 horas antes de viagem.

MSC

Devido à crise houve ajustes ou cancelamentos em alguns dos itinerários. Para conferir as mudanças, acesse o site oficial da empresa.

Costa Cruzeiros

A Costa Cruzeiros revisou os itinerários de seus navios que realizam escalas nos portos italianos até o próximo dia 3 de abril. A iniciativa vem após as medidas anunciadas ontem pelo governo de colocar a Itália em quarentena em um esforço para conter a emergência de saúde em território nacional.

Não tem como adiar? O que fazer para ajudar

Segundo a International Air Transport Association (IATA), o risco de contágio dentro de um avião é menor que em um shopping ou mesmo no trabalho. A recomendação não difere nas medidas de prevenção já mencionadas, como lavar as mãos, não tocar o rosto e usar a parte interna do cotovelo para proteger espirros e tosses.

Sobre o uso de máscaras, a instituição ressalta que o uso só é recomendado para quem venha a apresentar os sintomas da doença. Do contrário, não há necessidade.

Demais dúvidas podem ser sanadas no site oficial do órgão (em inglês) ou no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), também em inglês.

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