Ontem, o presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou a escolha do advogado Ricardo Salles para ser ministro do Meio Ambiente através de publicação em sua conta oficial no Twitter. Com isso, a equipe que ficará à frente do Poder Executivo a partir de 2019 está completa.

Mas entre tanto vai e vem de gente, confirma e desconfirma nome, extingue, funde ou mantém ministério, quem lembra nome de tanto ministro?

Confira a lista completa dos titulares dos 22 ministérios de Bolsonaro:

Meio Ambiente
Após ser eleito, Bolsonaro cogitou extinguir a Pasta. Filiado ao partido Novo, Ricardo de Aquino Salles lidera o movimento Endireita Brasil e foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Neste ano, candidatou-se a deputado federal, porém, não conseguiu ser eleito.

Ricardo de Aquino Salles será ministro do Meio Ambiente

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos
A pastora e advogada Damares Alves foi confirmada na chefia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. O anúncio foi feito pelo ministro extraordinário e coordenador da equipe de transição do governo, Onyx Lorenzoni, na quinta-feira, 6/12. A pasta, ainda segundo o ministro, deve ficar responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Damares Alves vai ser ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

O convite de Bolsonaro à pastora, na semana passada, provocou atrito com a bancada evangélica. Damares foi assessora do senador Magno Malta (PSC-ES), que não conseguiu se reeleger e não foi chamado para compor o primeiro escalão do novo governo. Nesta quarta-feira, 5, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que as portas “estão abertas” para Malta, mas que não seria “adequado” colocá-lo à frente de um ministério.

Desenvolvimento Regional
Também anunciado pelo Twitter, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto assumirá a pasta que deve contemplar as atuais Cidades e Integração Nacional. Canuto é secretário-executivo do Ministério da Integração e servidor efetivo do Ministério do Planejamento.

Gustavo Canuto e Bolsonaro (Foto: Governo de Transição/Divulgação)

Canuto é formado em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Nos últimos dois anos, foi chefe de gabinete do Ministro da Integração Nacional. Também já assumiu compromissos de trabalho nas Secretarias de Aviação Civil e Geral da Presidência da República, além da Agência Nacional de Aviação Civil, segundo seu perfil na página do Ministério da Integração.

Turismo
O deputado Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, anunciou durante coletiva na quarta-feira, 28/11, o deputado federal Marcelo Álvaro Antonio, do PSL mineiro, como o novo ministro do Turismo.

Marcelo Álvaro Antonio

Esse é o segundo nome do partido do futuro presidente Jair Bolsonaro que é confirmado para uma pasta. Gustavo Bebianno, ex-presidente do partido, será ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Marcelo foi reeleito para o cargo de deputado federal na eleição deste ano. Ele está na Câmara desde 2014, onde integrou as comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, Viação e Transportes, além de comissões externas sobre o Zika vírus e a situação hídrica dos municípios de Minas Gerais.

Ele foi eleito vereador por Belo Horizonte em 2012. O futuro ministro não completou a graduação em Engenharia Civil pela UniBH.

Infraestrutura
A nova pasta vai abranger os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário. O futuro titular, apontado por Jair Bolsonaro pelo Twitter, foi Tarcísio Gomes de Freitas para o Ministério da Infraestrutura.

Tarcísio Gomes de Freitas

Tarcísio Gomes de Freitas foi nomeado diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (DNIT) em meados de 2011, após a “faxina ética” determinada pela então presidente Dilma Rousseff no órgão, que passava por uma crise provocada por denúncias de corrupção.

Gomes de Freitas iniciou a carreira no Exército, mas acabou ingressando, por concurso, no quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU). É formado em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e atuou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz no Haiti.

Ele entrou no DNIT como braço-direito do então diretor-geral Jorge Ernesto Pinto Fraxe, general do Exército, formado engenheiro na Academia Militar de Agulhas Negras. O general ocupou diversos postos na área de engenharia, em várias regiões do país, sempre como comandante de destacamentos de engenharia de construção. Gomes de Freitas substituiu o general em setembro de 2011, depois que ele voluntariamente se demitiu.

Secretaria de Governo
“Gostaria de comunicar a indicação do General-de-Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz para a Secretaria de Governo”, escreveu Bolsonaro em seu perfil no Twitter.

Carlos Alberto dos Santos Cruz

Cruz é o quarto militar indicado pelo presidente eleito para a composição de seu ministério. Além dele, vieram os generais e , bem com o .

O general Cruz foi comandante das forças da ONU no Haiti e no Congo e chefiou, por cerca de um ano, a Secretaria Nacional de Segurança Pública no governo do presidente Michel Temer.

Saúde
O anúncio do deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para novo ministro da Saúde foi feito pelo Twitter de Bolsonaro, depois de encontro com representantes das Santas Casas e deputados da Frente Parlamentar de Saúde.

Luiz Henrique Mandetta

O futuro ministro é ex-secretário de Saúde de Campo Grande. Ele está no segundo mandato de deputado federal e neste ano não foi candidato nas eleições.

O nome já vinha circulando entre os especulados para a pasta. Bolsonaro mesmo declarou no dia 13 que Mandetta era um dos seus intelocutores na área e poderia ser ministro.

O deputado é investigado por suspeita de fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no contrato para implementação de um sistema informatizado na área da saúde de Campo Grande. Por conta de uma ação civil pública no caso, ele chegou a ter bens bloqueados. Na ocasião, Mandetta negou as irregularidades.

O sistema Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde (Gisa) custou quase R$ 10 milhões, em recursos federais e municipais, para ser adquirido pela secretaria de Campo Grande. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) indicou que houve prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em pagamentos feitos por serviços não executados.

Economia
Agregou Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Será comandado por Paulo Guedes. A estrutura da nova pasta – resultado da fusão dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior – prevê a criação de seis secretarias.

Paulo Guedes

Elas estão sendo estruturadas conforme os objetivos do futuro governo: privatizar, fazer o ajuste fiscal, avançar nas reformas microeconômicas, intensificar o comércio exterior e buscar a inovação tecnológica nas empresas e no próprio governo.

Na estrutura em discussão, o superministério poderá agregar áreas que estão com outras pastas. Por exemplo, a defesa da concorrência, hoje no Ministério da Justiça, e a estrutura que administra o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), hoje no Ministério do Trabalho.

Guedes está sendo investigado pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) por conta de um investimento que deu prejuízo ao fundo de pensão dos funcionários da Caixa, a Funcef.

Guedes já era investigado em outro procedimento investigatório criminal por suspeita de ter cometido os crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de outro fundo de investimento (FIP), o BR Educacional.

Secretaria-Geral da Presidência da República
Ficará com  Programa de Parcerias e Investimentos e com a Secom. O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmou o nome do advogado Gustavo Bebianno como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo Onyx, ele é um “homem preparado e da absoluta confiança” do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Gustavo Bebianno

Bebianno agradeceu a indicação e adiantou que a principal atividade de sua pasta será a modernização e a desburocratização do Estado. “Será o governo olhando para sua atividade de servir a população”, afirmou em coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde a equipe de transição do governo está instalada.

Relações Exteriores
Jair Bolsonaro (PSL), através de seu perfil no Twitter, confirmou a indicação do embaixador Ernesto Araújo para o ministério das Relações Exteriores.

Bolsonaro e Ernesto Araújo (Foto: Alvaro Costa/tv globo)

“A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores”.

Araújo é diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Ele concorria ao cargo com outros nomes, entre eles, Marcos Galvão, atual secretário-geral das Relações Exteriores. Durante a campanha, o diplomata criou um blog defendendo as ideias do então candidato do PSL.

Defesa
Mais um confirmado via Twitter: o general de Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de ministro da Defesa. A pasta seria ocupada, inicialmente, pelo general Augusto Heleno. No entanto, Bolsonaro confirmou o nome de Augusto Heleno para o Gabinete de Segurança Institucional.

Fernando Azevedo e Silva (Foto: reprodução/Youtube)

Azevedo e Silva foi chefe do Estado Maior do Exército e comandante da Brigada Paraquedista antes de ir para a reserva.

Agricultura
A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), 64 anos, foi anunciada por Jair Bolsonaro em sua rede social para o Ministério da Agricultura. A confirmação já havia sido feita também pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS).

Tereza Cristina

Durante encontro com Jair Bolsonaro, a bancada ruralista indicou Tereza Cristina para ser a ministra da Agricultura. A indicação foi feita por um grupo de 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), em reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. A bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares.

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da FPA e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).

Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

Durante a campanha e depois de eleito, Bolsonaro chegou a anunciar a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas depois voltou atrás.

Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro confirmou nesta quarta-feira, 7, que assumirá a chefia do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. “Eu vou para o GSI”, disse Heleno, acrescentando que “é isso que ele (o presidente eleito, Jair Bolsonaro) quer”. A decisão de ficar à frente do GSI e não mais do Ministério da Defesa, como inicialmente previsto, foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Augusto Heleno Ribeiro (Foto: Luiz Hidalgo/AFP)

Bolsonaro deixou para o próprio general a escolha de qual pasta comandar. As declarações de Heleno nesta manhã foram dadas ao deixar o Comando da Aeronáutica, onde estava reunido com Bolsonaro e outros integrantes do futuro governo em café da manhã.

Casa Civil
Onyx Lorenzoni (DEM-RS), atual ministro extraordinário /coordenador da equipe de transição, foi confirmado para assumir a Casa Civil no governo Bolsonaro.

Onyx Lorenzoni

Em entrevista à Rádio Gaúcha, em maio de 2017, Lorenzoni admitiu ter recebido R$ 100.000 ilegalmente da empresa de alimentos JBS na campanha eleitoral de 2014, quando foi eleito para cumprir o seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Na ocasião, ele afirmou que o valor era para ajudá-lo a pagar dívidas contraídas durante o pleito e ainda que deveria ser punido, o que não ocorreu até agora. “Final da campanha, reta final, a gente cheio de dívidas com fornecedores, pessoas, eu usei o dinheiro. E a legislação brasileira não permite fazer a internalização desse recurso”, afirmou. Ele ainda pediu desculpas ao seus eleitores e assumiria seus erros perante o Ministério Público e o Judiciário. “Vou falar a verdade, mesmo que essa seja verdade seja dura contra mim”.

No mês passado, o jornal Folha de S. Paulo revelou que, em 2012, quando não disputava eleição, mas comandava o diretório de seu partido no Rio Grande do Sul, teria recebido mais R$ 100.000 da mesma JBS. Sobre essa denúncia, ele não negou o crime, apenas afirmou que nada teme. “Não é a primeira vez que o sistema tenta me envolver com a corrupção. Alto lá, sou um combatente contra a corrupção e essa é a história da minha vida”, afirmou na ocasião. Semana passada, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de investigação a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Ciência e Tecnologia
“Comunico que o Tenente-Coronel e Astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia.”, escreveu Bolsonaro no Twitter.

Marcos Pontes

Marcos Pontes ficou conhecido como o primeiro e único astronauta brasileiro a ir para o espaço. Durante 40 anos de carreira, Pontes foi aviador, piloto de caça e seguiu carreira militar, chegando ao posto de tenente-coronel.

Justiça e Segurança Pública
É uma fusão das estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e o Coaf. O juiz federal Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Sérgio Moro (Foto: AFP)

Após o encontro, Moro divulgou nota dizendo que aceitou “honrado” o convite. Moro disse, ainda, que aceitava o cargo com “certo pesar” pois terá que abandonar a carreira de juiz após 22 anos de magistratura.

“No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, escreveu Moro.

Educação
O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou, pelo Twitter, o professor e filósofo Ricardo Vélez Rodríguez como futuro ministro da Educação.

Ricardo Vélez Rodríguez (Foto: TV Mec/Reprodução)

Nascido na Colômbia e naturalizado brasileiro em 1997, o futuro ministro é autor de mais de 30 obras e atualmente é professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército.

Rodríguez é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron.

Minas e Energia
O presidente eleito anunciou, também pelo Twitter, o nome do seu futuro ministro de Minas e Energia. O escolhido foi o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite.

Bolsonaro e Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior

Atualmente, o almirante de esquadra é diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Nascido no Rio de Janeiro, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior começou a sua carreira na Marinha em 1973, passando pelo comando e pela chefia da Esquadra. Assumiu o cargo de chefe de gabinete do Comando da Marinha e comandante da Força de Submarinos Brasileira.

No exterior, o almirante atuou como observador militar das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina. Em sua formação, é pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília e fez um MBA em Gestão Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Cidadania
O presidente eleito escolheu o deputado Osmar Terra (MDB-RS) par ao Ministério da Cidadania. Terra já comandou a pasta de Desenvolvimento Social na gestão do presidente Michel Temer.

Osmar Terra

O ministério vai abrigar as atuais pastas: Desenvovimento Social, Esportes, Cultura e parte da Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre as Drogas) e também cuidará do Bolsa Família.

Banco Central
O economista Roberto Campos Neto, executivo do banco Santander, foi indicado para comandar o Banco Central e teve seu nome divulgado pela equipe de transição do governo eleito.

O indicado, conforme diz seu nome, é neto do economista Roberto Campos, expoente do pensamento liberal e defensor do Estado mínimo, tendo ocupado, entre outros cargos, o Ministério do Planejamento e Coordenação Econômica na época da ditadura militar, durante o governo Castelo Branco.

O analista, que tem 49 anos, é formado em Economia pela Universidade da Califórnia, com especialização em Economia com ênfase em Finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

De 2000 a 2003, Campos Neto, segundo o perfil que consta no site do Santander, trabalhou como Chefe da área de Renda Fixa Internacional no Santander Brasil.

Em 2004, ocupou a posição de Gerente de Carteiras na Claritas. Ingressou no Santander Brasil em 2005 como Operador e em 2006 foi Chefe do Setor de Trading. Em 2010, passou a ser responsável pela área de Proprietária de Tesouraria e Formador de Mercado Regional & Internacional.

Perderá o status de ministério.

AGU e Transparência
O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou o nome do advogado André Luiz de Almeida Mendonça para a Advocacia-Geral da União (AGU) via Twitter. Na rede social, Bolsonaro se referiu ao novo ministro como “Mendonção” e o descreveu como sendo “advogado com ampla vivência e experiência no setor”.

Mendonça atuou em áreas de transparência e combate à corrupção em parceria com a Controladoria-Geral da União.

Com pós-graduação em Governança Global, Mendonça é advogado da União desde 2000 e foi procurador seccional da União em Londrina. Ele também coordenou a área disciplinar da Corregedoria da AGU.

CGU
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que Wagner Rosário será o ministro da Controladoria-Geral da União em seu governo.

Wagner Rosário

Bolsonaro confirmou o nome do ministro por meio de sua conta no Twitter. O presidente e Rosário tinham um encontro marcado na base aérea da capital federal.

Rosário é o atual ministro da Transparência e CGU e permanecerá no cargo. Criada em 2003, atualmente a CGU tem status de ministério e responde por ações de controle interno do governo, a fim de prevenir e combater corrupção, incentivar a transparência na gestão e defender o patrimônio público.

Wagner Rosário, que é natural de Juiz de Fora (MG), é auditor Federal de Finanças e Controle desde 2009. Ele também já trabalhou como oficial do Exército.

O ministro tem graduação em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras (Aman) e mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

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