Permissionários de boxes do mercado de Itapuã, em Salvador, pedem que local seja reaberto. O mercado está fechado temporariamente, por 15 dias, desde a última quarta-feira (25), como medida para evitar aglomerações e assim combater o coronavírus.

Quando anunciou a medida, a prefeitura informou que os mercados municipais que não vendiam produtos de primeira necessidade seriam fechados. Além do de Itapuã, estão sem funcionar os mercados de Cajazeiras, Bonfim, Liberdade e das Flores, no Largo Dois de Julho.

Apesar da explicação da prefeitura, os permissionários argumentam que vendem produtos que eles consideram de necessidade, como peixes, farinha, carne, entre outros alimentos.

“A minha mercearia está fechada, tenho farinha, tenho feijão tudo lá dentro, tenho carne que chegou. Chegou duas caixas de charque”, disse o comerciante Alex Pereira.

Novo Mercado Municipal de Itapuã — Foto: Max Haack/Agecom

Novo Mercado Municipal de Itapuã — Foto: Max Haack/Agecom

Os permissionários dizem ainda que estão com prejuízos financeiros e de perda de produtos, por causa do fechamento do mercado.

“O prejuízo tem sido imenso. Eu fiz até inclusive um vídeo, onde tinham mercadorias aí guardadas no mercado e fomos ver se aproveitava alguma coisa. Foi perda total, e nós não sabemos o que fazer. Muitas outras pessoas dependem do nosso trabalho aqui pra sobreviver. É mais entristecedor porque trabalhamos com alimentos, trabalhamos com produtos de primeira necessidade, porque não nos permitiram vender esses produtos?”, questionou a comerciante Maristela dos Santos.

Os permissionários destacaram que sabem da importância do isolamento social para conter o Covid-19, mas relatam que precisam trabalhar e vender seus produtos para sobreviver. Diante do impasse, eles sugerem que a prefeitura reabra o mercado de Itapuã em horário reduzido.

“É sério o que está acontecendo no mundo, é sério, porém devemos tomar algumas medias preventivas. Se o horário de funcionamento é das 6h as 19h, vamos diminuir, das 6h, pelo menos até as 16h. E aquelas pessoas mais de idade, que elas possam vir cedo. Não há aglomeração alguma aqui no mercado, os espaços são grandes”, diz Maristela.

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