O governo Rio de Janeiro anunciou que os hospitais de campanha de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo começarão a ser desmobilizados nesta quarta-feira (5), mas ainda não serão desmontados.

Dos sete hospitais de campanha, só dois foram utilizados e alguns não ficaram totalmente prontos. Eles somam ao estado uma dívida de R$ 25 milhões.

Ao todo foram quatorze empresas subcontratadas pelo Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para montar estruturas, redes elétrica e hidráulica. Agora as empresas reivindicam um posicionamento da Secretaria estadual de Saúde, que suspendeu repasses após descredenciar a organização social por indícios de superfaturamento.

“Temos muito material nos hospitais. E eu coloquei 200 funcionários para trabalhar nas unidades. Apenas duas unidades (Maracanã e São Gonçalo) foram abertas, mas as outras obras ficaram prontas. Prestamos nossos serviços”, disse Renan Coutinho, um dos empresários que cobram o pagamento das dívidas.

A Secretaria de Saúde afirma que repassou ao Iabas R$ 256 milhões, valor que contemplaria “custos de montagem, operação e desmontagem das unidades” e por isso este pagamento é de responsabilidade da empresa.

Já o Iabas disse que comprovou que os repasses recebidos já foram gastos e que essas despesas seriam de responsabilidade da secretaria.

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