A Polícia Militar (PM) iniciou na manhã desta sexta-feira (5) uma operação de reforço do policiamento no bairro de Valéria, em Salvador. A ação ocorre dois dias após uma operadora de caixa ser morta durante um assalto em um mercadinho do bairro, e um dia depois de uma operação da Polícia Civil na região.

O principal objetivo da ação é combater duas organizações criminosas que disputam pontos de venda de drogas, na região. Bloqueios itinerantes serão montados nas principais entradas e saídas do bairro, promovendo abordagens a veículos e pedestres.

Cerca de 530 militares da 31ª CIPM, Rondesp BTS, Batalhão de Choque, Graer, Águia, Polícia Montada e Coppa reforçarão o patrulhamento no bairro, se revezando em plantões de 24h, e sem prazo para terminar. Cães farejadores também serão empregados em varreduras, buscando entorpecentes.

Segundo o coronel Paulo Coutinho, ação não tem prazo para ser encerrada — Foto: Reprodução/TV Bahia

Segundo o coronel Paulo Coutinho, ação não tem prazo para ser encerrada — Foto: Reprodução/TV Bahia

De acordo com o coronel Paulo Coutinho, comandante da PM-BA, a ação, que visa aumentar a segurança no bairro, já vinha sendo planejada antes do caso que resultou na morte da operadora de caixa.

“Não temos período pra conclusão dessa operação. Ela será mantida até quando entendemos necessária”, falou o comandante.

O coronel Paulo Coutinho destacou ainda que uma operação como essa enfrenta problemas como o relevo do bairro e falta de informações por parte de moradores.

“Por isso que a gente pede à comunidade: confie na PM, existimos para servir e proteger” , falou.

Operação da Polícia Civil

Polícia realiza operação para investigar crimes no bairro de Valéria — Foto: Divulgação / Polícia Civil

Polícia realiza operação para investigar crimes no bairro de Valéria — Foto: Divulgação / Polícia Civil

A ação deflagrada pela Polícia Civil, na quinta-feira (4), teve o objetivo de cumprir ordens de missão e mandados de busca e apreensão na localidade, além de intensificar investigações no caso da operadora de caixa morta.

A operação contou com 80 policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), divididos em 20 equipes.

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