A corrida eleitoral em Lauro de Freitas atualmente se concentra em cinco nomes: o da própria prefeita, Moema Gramacho (PT), o da deputada estadual Mirela Macedo (PSD), o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador Gustavo Ferraz (PV), o ex-superintendente Mauro Cardim (PP) e do empresário Teobaldo Costa (Sem partido). Moema e Mirela, antes aliadas, têm “polarizado” o debate após um rompimento repentino e cheio de mágoas. A briga envolvendo as duas teve início após o governador Rui Costa (PT) visitar o município em abril. A pessedista não foi convidada e saiu reclamando na mídia. O conflito culminou com exonerações de secretários ligados à deputada.

A parlamentar já afirmou que não descarta uma candidatura majoritária para a Prefeitura de Lauro de Freitas, mas afirma que a hipótese não está na mesa. “A possibilidade de concorrer existe, mas não tem porque Moema se preocupar com isso. Uma coisa que ainda não foi posta. Tem algumas candidaturas que foram postas em Lauro de Freitas, mas eu ainda não me coloquei como pré-candidata. Falei que qualquer passo eu construo com Otto Alencar. O nome de Mirela é forte no município? É forte, sim. Nós temos uma história, uma caminhada. Mas não existiu isso de ter uma candidatura”, declarou, em maio.

O empresário e dono do Atakadão Atakarejo, Teobaldo Costa, é o grande nome da oposição a Moema. Natural de Salvador, ele justificou à Tribuna o motivo de se lançar como postulante no município. “Gosto muito daquele povo de lá, que é carente e sofrido. Acho que posso dar essa contribuição doando os últimos quatro anos da minha vida, porque digo que você vive bem até 70 anos. Até 70 anos você faz tudo o que quer, anda de bicicleta, joga bola, sobe montanha, corre… Depois do 70, você só faz metade do que isso e depois de 80 só o que Deus quiser. Tenho 64 e em 2020 terei 66. Trabalhei 35 anos por 20 horas por dia sem folgar. Não tive infância e nem adolescência. Será sacrificante, mas se eles quiserem, vou dar os últimos quatro anos da minha vida por Lauro de Freitas”.

Gustavo Ferraz, após ter rejeitada a acusação por lavagem de dinheiro  no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, anunciou em primeira mão à Tribuna que seria postulante em Lauro.  “Pretendo ser candidato em 2020 a prefeito de Lauro de Freitas”, avisou, em maio de 2018. E reafirmou: “Eu não pretendo ‘voltar’, eu nunca deixei a vida política, está certo? Eu nunca deixei a vida política! Sou um político, um político em Lauro de Freitas. Fui candidato a vice-prefeito e tenho o sonho de ser prefeito em Lauro de Freitas. Desde o primeiro dia que tive minhas garantias políticas de volta, minha vida cidadã de volta, continuei trabalhando na política. Acredito na política como um instrumento de transformação da sociedade.”

Também pré-candidato a prefeito de Lauro de Freitas, Mauro Cardim (PP) terá como uma de suas principais bandeiras a recuperação do Rio Joanes. Para ele, que é ambientalista, a recuperação do rio é fundamental e deverá ser trabalhada “com mais atenção” pela próxima gestão. A importância do Rio Joanes se dá, sobretudo, por ser responsável por cerca de 40% do abastecimento da capital baiana e da Região Metropolitana de Salvador.

Cardim foi secretário de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de Lauro de Freitas, na gestão da atual prefeita Moema Gramacho (PT). Recentemente atuava como superintendente do Gabinete da Prefeitura. Contudo teve sua exoneração oficializada no Diário Oficial do município, após ele mesmo ter colocado seu cargo à disposição devido ao rompimento oficial entre seu partido e a prefeita.

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