Por Priscila Carvalho

Ao engravidar, é muito comum as gestantes receberem orientações em relação à dieta e mudanças na alimentação.

A gravidez tem três fases: a primeira (e mais importante) é a embriogênese, na qual ocorre o desenvolvimento do embrião. Depois, na segunda, ao fim de 13 semanas, ocorre a formação do feto. Já na terceira, a partir da 18ª semana, ocorre a formação da placenta, que é responsável por criar barreiras contra vírus, bactérias e também a absorção de determinados nutrientes por meio da ingestão de alimentos.

Por isso é tão importante seguir um cardápio saudável na gravidez para garantir o desenvolvimento da mãe e do bebê. Mas será que determinados alimentos devem, realmente, ser evitados nesse período ou é exagero? De acordo com especialistas, é necessário prestar atenção ao consumo, sim, de algumas comidas para evitar o desenvolvimento de doenças e, em casos graves, até abortos.

Refrigerante

É uma bebida que não contém nenhum tipo de nutriente, além de ter alta concentração de açúcar e ser altamente industrializada.

Deve ser evitada durante a gestação e até fora dela. Caso a grávida sinta vontade, o ideal é que consuma muito pouco, só para saciar o desejo.

Café e chá preto

Xícara de café - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto

Imagem: Getty Images/iStockphoto

O recomendado é tomar apenas três xícaras por dia. Essas bebidas são riquíssimas em cafeína e aumentam o risco de desenvolver gastrite e refluxo.

Na gravidez, por causa dos hormônios, já ocorre um aumento do refluxo normalmente e, por isso, é importante evitar bebidas ricas em cafeína para não aumentar ou agravar o desenvolvimento do desconforto gástrico. Em casos raros, pode aumentar até o risco de aborto, se houver um consumo excessivo.

Peixes e carnes cruas

Tartar de Atum com pupunha, caviar e folhas orgânicas (R$ 66) é a sugestão do Ristorantino, administrado pelo restaurateur Ricardo Trevisani e com cozinha sob comando do novo chef Henrique Schoendorfer. Onde: Rua Doutor Melo Alves, 674, Cerqueira César - Renan Magalhães - Renan Magalhães

Imagem: Renan Magalhães

Qualquer alimento cru, seja peixe ou carne, é passível de ter parasitas. O ideal é sempre consumir comidas que vão ao fogo para evitar que determinado prato seja manipulado com as mãos sujas e que estejam com algum tipo de verme ou protozoário. As doenças mais comuns são toxoplasmose, salmonelose e verminoses.

O mesmo vale para frutas e verduras, que devem ser higienizadas com um pingo de detergente neutro e depois ficar de molho por alguns minutos na água sanitária.

Açúcares e carboidratos

Todos esses alimentos são ricos em carboidratos e não agregam na formação e no desenvolvimento do bebê. O consumo excessivo de açúcar pode aumentar o risco de a gestante desenvolver diabetes gestacional e, em casos mais raros, até a morte dentro do útero.

Álcool

Taça de vinho  - Getty Images - Getty Images

Imagem: Getty Images

Segundo os médicos, não existem estudos que comprovem uma dose de álcool segura na gestação. O ideal é evitar o consumo.

Se estiver com muita vontade, tome uma dose bem pequena de vinho ou cerveja.

Sal

O ideal é evitar o consumo de alimentos ricos em sódio, já que eles aumentam o risco de a paciente desenvolver pressão alta e outros tipos de doença cardiovasculares.

Qual é alimentação ideal para as grávidas?

O correto é sempre seguir uma alimentação natural, livre de corantes e industrializados.

Além disso, é fundamental que a gestante evite carboidratos e não engorde em demasia. O recomendado são de sete a 15 quilos ao longo dos nove meses.

Lembrete importante: se estiver com dúvida antes de consumir algum tipo de alimento, converse com o seu médico, é ele quem conhece o seu histórico e pode dar a orientação correta.

Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein SP e Lídia Myung, ginecologista e obstetra da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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