O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, expediu para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), três pedido feitos por partidos e parlamentares, que pedem novos desdobramentos na investigação sobre a acusação feita pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro por suposta interferência na Polícia Federal.

Entre as solicitações feitas estão a apreensão dos celulares do chefe do Executivo e de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro.

Segundo o decano, e é dever jurídico do Estado apurar a “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por qualquer pessoa do povo”.

Na decisão sobre o envio, o ministro ressaltou que a análise dos fatos narrados no pedido cabe à PGR. Não há prazo para que o pedido seja respondido pelo procurador-geral Augusto Aras.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis”, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados”, alegou o ministro em despacho.

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