“Não devemos pensar na festa sem uma vacina”, comentou a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), em relação ao Carnaval de 2021. O tema repercutiu na última semana após o prefeito ACM Neto declarar que irá propor um adiamento conjunto da festa, com Rio de Janeiro e São Paulo se a situação não estiver sob controle até novembro.

“Eu adoro o Carnaval e todas as manifestações de caráter popular que reúnem a cidde de forma conjunta e massiva, como a Lavagem do Bonfim, Itapuã e a Festa de Iemanjá”, comenta Aladilce, autora do projeto que nomeia a Mudança do Garcia como Circuito Riachão, sambista que faleceu em março de 2020, e também autora da indicação do tombamento da festa de Iemanjá.

“Considerando que o Carnaval é a festa da aglomeração por natureza, e por isso é impossível pensá-lo com distanciamento social. Então, como fazer um carnaval sem espontaneidade, beijo, abraço, sem as pessoas estarem juntas comemorando a vida, e também fazendo suas manifestações sociais?”, indaga. “Acredito que não devemos pensar em manter o carnaval nesse momento. Entendo a importância da festa ser um fator de indução de economia e geração de emprego, mas não queremos que seja um fator de geração de mortes”, defende.

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