O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), adotou o mesmo discurso do prefeito ACM Neto (DEM) e disse, ontem, que quer distância da crise do PSL com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Não tenho que ter lado porque essa crise não é minha. Partido já diz o nome é ‘partido’. Acontece em todos os partidos essas disputas, esses conflitos. Uns lavam as roupas dentro de casas e outros lavam na rua. Eles resolveram lavar publicamente. Essa briga é deles. Não é uma briga que é a nossa. Estamos distante disso”, declarou.

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, e Bolsonaro estão em atrito, depois de o chefe do Palácio do Planalto afirmar que o colega de partido está “queimado pra caramba”. Na semana passada, o conflito ganhou mais um capítulo quando Bolsonaro tentou retirar o Delegado Waldir – aliado de Bivar – da liderança do PSL na Câmara dos Deputados para colocar o seu filho, Eduardo Bolsonaro. Bruno Reis disse que, apesar da crise do PSL, o candidato de ACM Neto para sucessão vai querer o apoio da sigla. Para ele, o episódio não vai afetar a gestão soteropolitana mesmo o secretário municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel), Alberto Pimentel, sendo filiado ao PSL. “Não afeta em nada. Não muda em nada a nossa vida. Isso é um problema da liderança do PSL na Câmara. A gestão vai muito, obrigado”, pontuou.

O vice-prefeito se mostrou descrente da possibilidade de fusão entre o PSL e o DEM. “É difícil falar em fusão de grandes partidos, porque temos as conjunturas regionais. Todos os exemplos que vivenciamos de fusão de grandes partidos não ocorreram. Se discutiu lá atrás a fusão Democratas e PTB. Não avançou. Chegou a se cogitar também Democratas e PSDB. Então, grandes partidos significam ter muitas renúncias para que os interesses possam convergir. Não é uma equação fácil de ser fechada. Não acredito que seja algo viável pelo menos agora”, afirmou.

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