A população soteropolitana vive a expectativa da retomada da economia, com a abertura de parte do comércio, caso a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Salvador permaneça em 75%. No caso das escolas, as aulas nas unidades da rede municipal de ensino ainda estão suspensas, sem um prazo definido para o retorno. Mas, de acordo com o secretário municipal de Educação, Bruno Barral, a expectativa é a de que, já em setembro, seja possível ter o retorno de alguma atividade.

“Tudo depende da redução da taxa de ocupação dos leitos e, a partir daí, saber como se comporta a cidade, sobretudo sob o efeito de recepção de pessoas do interior. Acredito, sem criar muitas expectativas, que devagarzinho a gente vai estar em setembro com alguma coisa retornando e, ao poucos, voltar a este normal”, declarou em entrevista ao programa na rádio A TARDE FM, na manhã desta terça-feira, 21.

Protocolo de retomada

O retorno às aulas deve seguir alguns protocolos de segurança, em função da pandemia da Clovid-19 (novo coronavírus), para evitar a contaminação entre os estudantes. Esta retomada deve ser realizada de forma gradual e com rodízio de alunos por turma, além da redução nas salas de aula em 50%. O secretário explicou como deve ser este retorno.

“O protocolo está quase todo pronto, aguardando a validação do prefeito ACM Neto. No primeiro momento, a gente deve retornar com as formas padrões de distanciamento, regramento para evitar aglomerações nos horários do lanche e almoço, chegada e saída da escola com horários diferentes, controle de temperatura e utilização de tapetinhos para limpeza dos pés”.

Segundo Barral, inicialmente, os alunos do Ensino Fundamental II (antigo ginásio) vão retornar às salas, e, de forma escalonada, para os menores e deixando a educação infantil para um último momento.

Como funcionará o rodízio?

“Segunda, quarta e sexta, com uma turma. Terça, quinta e sábado, com outra turma, para que a gente possa, neste período de pandemia, que o menino não está na escola tenha a atividade monitorada pelo professor ou coordenador pedagógico. A gente não precisa ser tão conteudista nesta situação”, detalhou.

O secretário disse que as duas primeiras semanas de retorno das atividades nas escolas municipais devem contar com um trabalho mais de acolhimento, psicopedagógico, psicológico e com assistência social. “Neste mesmo momento, inicia uma avaliação, que não tem caráter somativo. Temos que pensar no ciclo pedagógico 2020/2021 para que a gente faça um currículo contínuo, para evitar reprovação e desestímulo”.

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