O bodyboarder brasileiro Deivid Júnior foi encontrado desacordado após a queda de onda de 12 m, no último sábado (27), em Teahupoo, no Taiti. Acompanhado de dois amigos, Deivid encarou a temida ondulação na remada e não imaginou que a onda iria variar tanto. Ele acabou ficando no ‘tubo’ – manobra comum no meio do esporte – e uma outra onda atingiu sua cabeça em seguida, fazendo com que o atleta perdesse a consciência. Ele foi socorrido por Bernardo Nassar, um dos amigos que o acompanhava.

“O Bernardo me encontrou desorientado. Não conseguia falar… Ele me levou para o hospital. Cuspi sangue uns dois dias. Dos quatro estágios para o afogamento eu fui até o terceiro. Tomei adrenalina para reanimar meu organismo. O meu organismo bloqueou por segurança. Fiquei umas 48 horas sem comer e beber. Não passava nada”, contou Deivid ao Globo Esporte.

Pelas redes sociais, o bodyboarder brasileiro fez um desabafo e falou sobre a experiência que quase tirou sua vida.

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”Essa foi a minha despedida de Teahupoo, a onda mais temida do mundo…O tow in não foi e sobrou para mim, fiz o drop despencando e não imaginava que a onda fosse virar tanto de oeste. Resultado, fiquei no tubo e tomei uma big que vinha atrás na cabeça. Graças a Deus encontrei Bernardo Nassar no canal que veio logo me ajudar. Tomei muita água de sal e acho que perdi a consciência. Os meus amigos André Majevski, Leonardo Dias Samora e Bernardo me levaram logo para o Hospital onde passaram a noite comigo, fui muito bem recepcionado. Fizeram nebulização com adrenalina para o meu organismo reagir. Segundo a médica, dos quatro estágios para o afogamento eu fui até o terceiro. Cuspi muito sangue até no outro dia. Graças a Deus hoje acordei muito melhor e já estou me alimentando. Estou muito feliz por tudo e não me arrependo. DROPEI A BOMBA. Isso é o resultado para aqueles q buscam o limite”, disse Deivid,  destacando que não se arrepende da experiência vivida.

Prova disto é que Deivid não voltará para casa. Ele segue, ao lados dos amigos, para outro swell, na Ilha de Páscoa. “Estou muito contente por ter surfado aquela onda. Não me arrependo. No próximo ano, quero voltar e pegar uma maior, com meus amigos. Gosto de desafios. Meus amigos são como eu. Foi muito legal ver a galera toda no pico vim perguntar como estou…”, disse Deivid, que tem 23 anos de experiência e já competiu na categoria profissional.

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