O presidente do PT em Salvador, Gilmar Santiago, prefere não colocar na balança o nome do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, que é cotado para defender o campo da esquerda em Salvador na eleição de 2020. Segundo informações de bastidores, o gestor, que é ex-aliado do prefeito ACM Neto (DEM), está em negociações avançadas com o PSB. Entretanto, resta a dúvida se ele sairá pelo campo do governador Rui Costa (PT) ou em uma aliança independente no modelo “terceira via”. “Até então, as especulações sobre o nome de Bellintani são via imprensa. Até agora, quando Bellintani se manifestou, se manifestou dizendo que a prioridade é o Bahia e que não estaria colocado no plano imediato esse debate. E, por sua vez, a imprensa vem divulgando essas informações que não são confirmadas pelo governador Rui Costa e por outros nomes do PT. Então, acho que o nome de Bellintani continua no campo da especulação”, avalia Gilmar.

Gilmar Santiago admite que, no plano concreto, o PT vem discutindo a necessidade e a legitimidade de ter candidatura própria na eleição do ano que vem. “E com nomes colocados, como pré-candidatos, como é o caso do deputado estadual Robinson Almeida e dos deputados federais Nelson Pellegrino, Jorge Solla e Valmir Assunção, o vereador Moisés Rocha e recentemente surgiu aí o nome provocado pela sociedade civil da companheira Vilma Reis – socióloga e militante ligada ao movimento negro. Portanto, o que nós temos de concreto são essas questões”, destaca.

Segundo o presidente do PT, Bellintani é um “quadro político de reconhecida competência, mas não dá para opinar em torno de especulação, porque do ponto de vista concreto essa candidatura não se colocou até então”. “Continuo existindo que não dá para opinar em cima de especulação. O PT já tem várias opções colocadas, porque as pessoas já se dispuseram a colocar”, pontua.

Questionado se defende um nome orgânico do PT no pleito, ele sinaliza: “Defendo que o PT tenha candidatura, que organize na cidade um processo de discussão para construção de um programa político. E nós já estamos fazendo isso. Faremos ainda neste mês de julho debates e discussões com vistas nesse projeto. E, mais lá na frente, vamos definir entre os nomes que estiverem disponíveis. Essa é a meta do PT”.

Eleição interna

O PT também decide neste segundo semestre quem será o novo presidente municipal e estadual. Fontes afirmam que ganhará força o nome que defender uma candidatura própria para a agremiação. Indagado se vai se colocar na disputa, Gilmar avisa: “Assumi há dois anos o compromisso de presidir o partido. É um mandato de dois anos que se encerra exatamente quando começa o processo eleitoral de novas eleições, que é em setembro. E a minha prioridade é cumprir o meu mandato, tendo feito uma gestão participativa, democrática, organizando a burocracia do PT, enraizando a participação partidária em toda a cidade e discutindo o programa e a tática eleitoral do PT para o ano que vem. Estamos cumprindo o que foi definido. Entendo que a bola da vez da disputa política eleitoral é Salvador”, diz.

“O PT nunca governou Salvador e, na minha opinião, pode pela primeira vez ter sucesso eleitoral para administrar a terceira maior cidade do país. Para isso é importante que haja unidade partidária. Se meu nome contribuir para isso, posso colocar meu nome à disposição do partido. Mas só colocarei se for possível uma unidade ampla para construir uma unidade para Salvador. A disputa é algo que faz parte da natureza do PT, que foi criado exatamente como um partido não monolítico e que disputa democraticamente as suas posições. Acho que nesse momento devemos colocar as disputas de lado para encarar esse desafio que é dirigir pela primeira vez Salvador”, finaliza.

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