Você atravessaria o oceano Atlântico com um barco a remo? E se tivesse mais de 60 anos?

Se suas respostas à estas duas perguntas foram “não!”, “de jeito algum!”, “nem pensar!”, ou qualquer coisa do gênero, você precisa conhecer estes quatro franceses.

Philippe Berquin, Philippe Schucany, Philippe Michel e Bernard Gerbeau são remadores e amigos de longa data, que, no final do ano passado, decidiram fazer uma grande aventura: atravessar, juntos e com um barco a remo, o Oceano Atlântico.

Já seria uma façanha e tanto, não fosse um detalhe ainda mais marcante: todos eles já somavam mais de 60 anos de idade.

Berquin tinha 60, Schucany, 61, Michel, 68 e Gerbeau, incríveis 71 anos, quando, no dia 10 de dezembro do ano passado, puseram seu barco na água, nas Ilhas Canárias, na costa da África, e foram remando até a Ilha de Martinica, no Caribe, do outro lado do oceano – onde chegaram no último dia 19 de janeiro.

 

Quase um mês e meio no mar

A travessia, de cerca de 5 000 quilômetros no mar aberto, durou 39 dias, mas, a despeito da idade avançada dos seus realizadores, foi tranquila.

Durante a longa jornada, os quatro amigos não enfrentaram nenhum grande problema, sequer de saúde, revezaram-se em turnos de três remadores por vez, enquanto o quarto descansava, e remaram, em média, 12 horas por dia, ao longo de quase um mês e meio no mar.

No restante do tempo, dormiam e descansavam, divididos em duas pequenas cabines no barco, de menos de nove metros de comprimento, que foi especialmente construído para aquela viagem, e jocosamente apelidado de “barco a velho”.

Velhos, mas ousados

Na França, a expedição dos sessentões não chegou a ter a mesma repercussão da do também francês Jean Jacques Savin, que, no ano passado, também atravessou o Atlântico, aos 72 anos, dentro de uma espécie de barril, totalmente à deriva – algo bem mais difícil, sofrido e demorado.

Mas, mesmo assim, o fato de a idade média dos quatro remadores no barco ser de 65 anos, chamou a atenção da mídia.

O objetivo da aventura?

“Aumentar a conscientização sobre a possibilidade de envelhecer bem, satisfazendo paixões e mantendo-se ativo física e mentalmente, além de mostrar que tudo – ou quase tudo – é possível mesmo depois dos 60 anos”, explicou um dos participantes.

Bem, pelo menos, atravessar o Atlântico a remo, aqueles quatro sessentões provaram que dá.

E você? Embarcaria numa aventura dessas se o seu relógio biológico já tivesse passado dos 60?

 

Fotos: Divulgação A l’Abord’Âge/Facebook

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