Um baiano investigado por tráfico internacional de drogas na Operação Olossá foi preso na Espanha, onde estava morando. Ele foi detido por cumprimento de mandado de prisão que contou com o apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Victor Souza foi preso na última semana, mas as informações só foram divulgadas na terça-feira (1º). De acordo com a Polícia Federal (PF), responsável pela operação, ele foi o único integrante da quadrilha preso no exterior.

A PF detalhou que Victor começou como “mula”, como são chamadas as pessoas que levam droga escondida na bagagem para outros locais. Depois disso, ele passou a ser responsável por receber os entorpecentes.

As investigações da polícia apontam ainda que ele faz parte de uma organização criminosa especializada no transporte de cocaína para a Europa e Ásia. Victor vai responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Além do mandado de prisão que deteve Victor, foram expedidos mandados outros dois mandados: um para ser cumprido Espanha e outro para a Tailândia. Esses ainda não foram cumpridos.

Operação Olossá

Mala com drogas eram escondidas em bagagens para serem levadas à Europa foi apreendida durante operação em março deste ano — Foto: Polícia Federal

Mala com drogas eram escondidas em bagagens para serem levadas à Europa foi apreendida durante operação em março deste ano — Foto: Polícia Federal

A 2ª fase da Olossá foi deflagrada no dia 12 de agosto, para combater o tráfico internacional de drogas. A investigação da operação começou em maio de 2019, a partir de denúncias recebidas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

A PF detalhou que em maio de 2019, quando as investigações começaram, a polícia descobriu que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as mulas e que ele era o principal integrante da quadrilha nessa função.

Esse homem, que não teve identidade divulgada, providenciava as passagens, documentos e dinheiro para custeio da viagem. A PF apurou ainda que cada pessoa que fazia o transporte da droga recebia R$ 20 mil se conseguisse transportar os entorpecentes sem ser preso.

A Polícia Federal estima que cada transporte realizado poderia gerar lucro de quase R$ 500 mil. Durante toda a investigação, antes da operação ser deflagrada, dez pessoas foram presas quando tentavam embarcar para o exterior com cocaína escondida na bagagem

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