A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, no final da tarde desta terça-feira (31), mais 41 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no estado. Com isso, o total de casos confirmados no estado totaliza 217, o que representa 3,7% do total de casos notificados. A primeira morte no estado foi registrada no domingo (29). E a segunda morte no estado ocorreu na segunda-feira (30).

Até o momento, 1.393 casos foram descartados. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta terça-feira (31). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 42 encontram-se internadas.

Mortes confirmadas

O primeiro paciente que morreu vítima do Covid-19 era um idoso de 74 anos, residente em Salvador, que estava internado no Hospital da Bahia, com outras doenças associadas. Ele era hipertenso, ex-fumante, dislipidêmico (com índice alto de gordura no sangue) e com sinais radiológicos de enfisema pulmonar.

Já o segundo paciente vítima do Covid-19 era um idoso de 64 anos, saudável, que estava internado no Hospital Aliança, unidade particular da capital baiana. O secretário detalhou que o paciente era diabético e hipertenso.

Perfil

Dentre os casos confirmados, 54,55% são do sexo feminino e 45,45% do sexo masculino. A mediana de idade é 40 anos, variando de 1 a 95 anos.

A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 26,14% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (3,01) , indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.

Mortes investigadas

De acordo com o boletim da Sesab, até esta segunda foram registrados 16 óbitos, sendo 10 descartados laboratorialmente, 5 em investigação e 1 óbito confirmado. O segundo óbito foi registrado logo após a divulgação do boletim.

A Sesab ressalta que os números são dinâmicos e, na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação.

O diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

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