Duas derrotas consecutivas dentro de casa, eliminação na Copa do Brasil e uma sequência de cinco jogos sem vencer. Quem olha para o cenário descrito, imagina a torcida do Bahia em polvorosa, principalmente levando em consideração a fúria vista no início da temporada, quando o tricolor ainda era comandado por Enderson Moreira. Contudo, a realidade mostra uma reação diferente.

Nas últimas duas partidas, o Bahia saiu aplaudido de campo, mesmo com as duas derrotas por 1×0 contra Santos e Grêmio, esta última, inclusive, que custou ao clube o fim de sua caminhada na Copa do Brasil. O contexto, certamente, serviu para arrefecer os ânimos da torcida: se diante do Santos a partida marcava a véspera de uma decisão, contra o Grêmio os tricolores consolaram com palmas um time que se não conseguiu se impor na bola, ao menos lutou e deixou o que podia dentro de campo.

O nível de cobrança em cima de Roger Machado e seus comandados, no entanto, deve subir a partir de agora. O Esquadrão tem só o Campeonato Brasileiro para se dedicar e, segundo o presidente Guilherme Bellintani, tem aspirações de terminar pelo menos na primeira metade da tabela, ou seja: entre os dez primeiros colocados.

No momento, o Bahia está fora de seu objetivo. Depois de dez rodadas, ocupa a 11ª colocação, com 14 pontos ganhos, mesmo número do atual décimo colocado, que, por ironia do destino, é o Grêmio. Os gaúchos estão à frente pelo saldo de gols.

Os rivais, inclusive, foram os últimos contra quem o Bahia conseguiu vencer um jogo. Isso mesmo: desde aquele 1×0 em Pituaçu, dia 1º de junho, com gol de pênalti anotado por Fernandão, o Bahia não ganhou mais nenhum jogo. De lá pra cá, foram dois empates e três derrotas. Os cinco jogos seguidos sem triunfar representam a pior sequência da equipe no ano. Antes, com Enderson, o pior retrospecto teve quatro jogos de jejum: foram três empates e uma derrota.

Resta um 
Mesmo após a queda, o goleiro Douglas garante que o Bahia continua motivadoe tem o objetivo claro de fazer uma boa campanha no Brasileirão. O tricolor volta a campo no próximo sábado (20), às 17h, na Fonte Nova, contra o Cruzeiro, na terceira partida seguida dentro de casa desde o retorno da Copa América.

“A expectativa que tinha de uma passagem era por conta de nossa capacidade. Isso não pode ser esquecido por mais que a eliminação doa”, afirmou o goleiro titular, que pretende ver o Bahia e seu elenco “sorrir no final do Brasileiro”.

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