Os mais de sete mil alunos das escolas Sesi na Bahia retornaram às aulas após o recesso do meio do ano. A novidade foi a volta às aulas presenciais. Em Salvador, as aulas presenciais da rede Sesi foram retomadas na última terça-feira (6), nas suas três unidades escolares.  Já no município de Luís Eduardo Magalhães, o retorno presencial ocorreu na última segunda-feira (5).

O gerente de Educação Regular do SESI Bahia, Mário Flávio Silva Costa, explica que a reabertura das escolas segue os protocolos municipais. Por esta razão, em Barreiras, Candeias, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Ilhéus e Juazeiro, as aulas permanecem, por enquanto, sendo ministradas de forma remota, por determinação das prefeituras.

Para definir o retorno às aulas presenciais, além dos protocolos oficiais, o Sesi Bahia também tem levado em conta a opção dos pais, por meio de enquetes. A última consulta familiar, realizada em meados do mês de junho, apontou que em média, em toda a Rede SESI Bahia, 56% dos pais disseram que não iriam mandar os filhos de volta à escola, caso fosse autorizada a retomada das aulas presenciais; 44% estavam de acordo.

Mário Costa explica que a única exceção foi no município de Luís Eduardo Magalhães, onde os pais deliberaram com 86% a favor do retorno às aulas presenciais e 14% contra. Com isso, o SESI ajustou o protocolo, para permitir que todos sejam contemplados.  Nesta nova fase, o SESI vai passar a fazer a consulta aos pais quinzenalmente para que se posicionem, até chegar aos 100% de adesão às aulas presenciais.

A decisão de mandar os filhos de volta à escola não é uma tarefa fácil para os pais. Ailma Ferreira da Silva Miranda, mãe de Alexia, aluna do 2º ano do ensino médio, em Luís Eduardo Magalhães, reconhece que a filha precisa retornar às aulas presenciais para ter um melhor aproveitamento escolar, mas na família há pessoas com comorbidades e ela teme que a filha acabe contraindo a Covid-19.

“Quando a consulta aos pais foi realizada, na região oeste estavam ocorrendo muito casos. Agora, com a vacinação, diminuiu, mas na ocasião fiquei receosa porque temos várias pessoas com comorbidades na família”, explica Ailma. A preocupação não é com a escola, pois ela diz que confia nos protocolos adotados. “O problema é que nem todos estão se cuidando e não podemos arriscar”, explica a mãe de Alexia. Ailma acredita que com o avanço da vacinação, poderá reavaliar sua posição.

Alexia também tem receio de voltar às aulas pelas mesmas razões apontadas pela mãe, mas ela acha importante a volta às aulas presenciais. “Muita gente está tendo dificuldade com as aulas on line. É difícil aprender sozinho em casa”, revela a estudante.

A família de Diego de Azevêdo, aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Sesi Djalma Pessoa, concordo com o retorno dele às aulas presenciais. A avó de Diego, Anete de Azevêdo, com quem o jovem mora, explicou que, em comum acordo com o pai do estudante, concordou que ele retorne à sala de aula. Mas ela explica que, por enquanto, é um teste.

“Por mim, ele não votaria porque ainda não foi vacinado e as aulas remotas, na minha opinião, são de excelente qualidade. Mas ele, pelo fato de estar em casa o tempo todo, está cansado e pediu para fazer este teste”, explica a avó do estudante. Dona Anete observa que, por enquanto, a família está fazendo uma experiência, já que o jovem também terá que usar o transporte público, o que o deixará mais exposto e isso preocupa a família.

Recomendação
O gerente da Educação Regular, Mário Costa explica que, considerando o tempo estendido que os alunos estão distantes da aula presencial, o principal ganho, além dos de ordem psicológica e emocional, é a socialização com os colegas e a interação em sala de aula.

Ele explica que “embora o Sesi tenha investido na adaptação ao modelo de aulas remotas e na capacitação das equipes para adotar as melhores técnicas e práticas nas aulas com uso de tecnologia, a gente sabe que o foco de atenção, especialmente nos adolescentes, é reduzido, e voltar às aulas favorece esta interação com o professor”.

A determinação de volta às aulas presenciais também atende à recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de redução do tempo de exposição de crianças e adolescentes à tela. “O Sesi está atento a esta orientação, proporcionando aos alunos a oportunidade de aulas síncronas (com tela ao vivo e a presença do professor), e assíncronas, com e sem tela”, complementa.

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