Por Thimoteo Oliveira 

Virou moda buscar o termo conservador para tentar uma eleição na Bahia.

Preocupados, muitos pré-candidatos já convocaram seus grupos coordenadores para entregar um briefing “verde e amarelo” da campanha política deste ano. O que anos atrás parecia loucura, e para alguns erroneamente continua parecendo, atualmente é a forma mais clara de tentar buscar votos na classe média soteropolitana. Resta saber se os interessados são oportunistas, ou legítimos conservadores que buscam reconhecimento entre a sociedade.

Colocar uma arma na foto de perfil do Facebook, ou a repetitiva postagem de vídeos que mostram ações policiais bem sucedidas, tornaram-se ganchos atrativos aos insatisfeitos com a velha esquerda baiana, que vale salientar, mantém o discurso mofado e continua caindo em credibilidade na opinião popular. Obviamente, liberdade em defender-se, família e fé são essenciais pilares conservadores, mas o interessado em proteger essas liberdades precisa em primeiro lugar entende-las, quando na verdade só sabe o slogan. Por isso “trio elétrico”: gostam de aparecer, fazem muito barulho, mas são amplamente fracos no debate.

A grande reflexão: O que de fato sobra quando os clichês direitistas vão embora? Por exemplo: Será que os personagens da direita trio elétrica baiana tem algum tipo de preparo argumentativo para explicar a necessária redução do Estado e as razões da guerra cultural que vive o Brasil? Até um certo tempo, o “discurso Moro”, que definia o fim da corrupção como o grande portal para um Brasil restaurado, era o preferido dos “surfistas”, e continua sendo para outros que pularam do barco e são metralhados pelos próprios seguidores. O resultado sempre é deprimente: Parlamentares vazios que só funcionam para deixar uma rede social repleta de novos card’s imbecis. Infelizmente, é a receita do bolo que os membros do trio elétrico mais gostam.

Pouquíssimos políticos na Bahia tem um nível intelectual que consegue fazer estrago em qualquer narrativa revolucionária.

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