O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contra o pedido apresentado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para afastar da CPMI das Fake News o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente do colegiado; e a deputada federal e relatora Lídice da Mata (PSB-BA).

A substituição foi requerida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos deputados federais Beatriz Kicis, Alê Silva, General Girão, Aline Sleutjes, Carlos Jordy, Luiz Ovando e Carla Zambelli, do PSL. O grupo ainda solicitou a invalidação de reuniões e depoimentos comandados por Coronel e Lídice.

Os deputados argumentaram que há uma perseguição contra os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, e ainda acrescentam que o tema é exposto em entrevistas concedidas pelo senador e pela deputada à imprensa. De acordo com o Estadão, Aras analisou que o parecer enviado nesta segunda-feira, 13, ao ministro do STF, Gilmar Mendes, foram feitos “dentro dos parâmetros da legalidade”.

“Dado o caráter eminentemente político da atividade parlamentar ora examinada, a ela são inaplicáveis as regras de suspeição previstas no direito processual comum”, declarou Aras.

Recentemente, Coronel entrou com um requerimento e solicitou ao Facebook que envie relatórios de contas ligadas à família Bolsonaro que foram removidas. A empresa apagou uma série de contas ligadas a perfis falsos e rede de fake news ligadas ao grupo.

Compartilhar