A eleição de 2018 terminou há poucos dias, mas as discussões para o pleito municipal de 2020 já começaram. Diversos candidatos já colocaram seus nomes à disposição para suceder o prefeito ACM Neto. Políticos do DEM, PRB, PV, MDB e, claro, do PT estão de olho no comando do Palácio Thomé de Souza. Por enquanto, dispara na largada o atual vice-prefeito Bruno Reis. O democrata está sendo “turbinado” pelo chefe do Executivo municipal desde já, assumindo a coordenação de todos os programas sociais da Prefeitura. Atualmente, 75% dos recursos municipais estão nas mãos de Bruno. Especula-se, também, que o deputado estadual eleito Leo Prates (DEM) seria o vice nessa chapa. Entretanto, outros nomes da base de Neto também já estão de olho na vaga.

O deputado federal eleito João Roma (PRB) assumirá mandato em 1º de fevereiro em 2019, mas não descarta a possibilidade de voltar à disputa na próxima eleição. “Pretendo ficar enraizado no PRB. É natural que desperte um interesse e esteja no radar. É natural que se almeje. Não é a fotografia do momento, mas a partir do próximo ano quando as coisas começarem a decantar, vamos ver como as coisas vão ficar”, comentou essa semana na rádio Itapoan FM. Ainda no campo do PRB, Márcio Marinho também é um nome que está sendo ventilado nos bastidores. O vereador Luiz Carlos (PRB) é um dos entusiastas da campanha do correligionário. “Eu sou um dos apoiadores e estou estimulando Márcio Marinho pela sua história. Já está no seu quarto mandato. Portanto, é um parlamentar muito experiente. Foi candidato a vice. Foi numa candidatura própria em 2012. Ficou em quarto lugar, tecnicamente empatado com Mário Kértesz. E o partido tinha um tempo de televisão pequeno. Agora, que a gente tem 30 parlamentares, o nosso tempo de televisão amplia”, projetou.

Aliado de outrora do DEM, o MDB também deverá lançar uma candidatura independente – a exemplo do que aconteceu com João Santana no pleito de governador deste ano. O PV de Ivanilson Gomes também estuda um nome – assim como o PSDB de João Gualberto. “Acho que todos os partidos deveriam lançar candidatos a cargo majoritários, seja prefeito, governador ou presidente. Sempre defendi isso. Para presidente o PSDB nacional sempre tem um candidato. Aqui na Bahia, não. Acho que tem que haver a disputa. Como tem dois turnos, sempre defendi isso em Salvador”, diz o tucano baiano.

O presidente eleito da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (SD), disse ao jornal Tribuna no início da semana que não descarta a possibilidade de candidatura. “Se em 2020 nós conseguirmos a indicação do prefeito ACM Neto… Nunca tomei uma decisão política na minha vida sem ouvir o prefeito ACM Neto. Nunca tive um entendimento político com alguém a não ser o prefeito ACM Neto. Se lá na frente ele entender que devo fazer parte da chapa majoritária, seja na cabeça ou na condição de vice-prefeito, será uma decisão e entendimento”, disse Geraldinho.

Já no campo petista, Nelson Pelegrino colocou o nome à disposição ainda durante o primeiro turno de 2018. “Meu nome está sempre à disposição, eu não escondo a minha paixão, o meu carinho por essa cidade, mas eu penso que a gente agora tem que reconstruir esse país”, explicou o deputado. E não se pode descartar também a força do “doido” Pastor Sargento Isidório (Avante), que despontou como o deputado federal mais votado deste ano, os nomes do PSD do senador Otto Alencar. E também não se deixa de lado a possibilidade de o senador eleito Jaques Wagner (PT) se lançar ao pleito caso o partido dele não consiga formar um quadro. Ele, no entanto, refuta veementemente a ideia. “Não existe essa hipótese. Seria sucumbir à declaração de incompetência nossa. Não vamos formar quadros? Vai ficar a vida inteira dependendo de Wagner? Seria provar que não conseguimos oxigenar o partido. Não precisa ser [um candidato] do PT. Vou sempre defender que seja alguém da geração mais nova”, declarou o petista, em outubro. É aguardar para ver.

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