A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) encaminhou uma moção à Câmara Municipal, repudiando a sentença proferida pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba (PR). Inês condenou Natan Vieira da Paz a 14 anos e 2 meses de prisão, utilizando o argumento de que a pena era “em razão da sua raça”.

“Associar o negro à criminalidade  é um ato  é abertamente racista, baseado em teorias do século XIX, de Cesare Lombroso, e reflete a colonialidade da justiça que permanece até os dias atuais”, comenta a também Ouvidora da Câmara Municipal. “A sentença proferida pela juíza reflete o racismo do poder Judiciário, que cotidianamente age por meio da seletividade penal racial, que encarcera pessoas negras de forma massiva”, complementa.

Aladilce ressaltou o papel do Estado diante do crime de racismo. “O Estado brasileiro tem o dever de garantir que os reflexos do escravismo no Brasil e a busca pela igualdade sejam tratados com seriedade, e aqueles que cometem racismo deverão ser responsabilizados, como é o caso de Inês Zarpelon”, defende.

A vereadora também se manifestou pelas redes sociais. No Instagram, a postagem recebeu comentários como o de Luisa Farias. “Espero que ela não passe impune diante da justiça brasileira, porque isso é revoltante!”, exclama a seguidora. Em junho deste ano, Aladilce realizou uma live sobre ‘Racismo em Tempos de Pandemia’. “A luta antirracista deve ser uma luta de todos, não apenas das pessoas negras”, relatou na ocasião.

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