“Esse veto é indigno de qualquer ser humano”, defendeu a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) através de sua participação na live da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB-BA, referindo-se ao veto do Presidente Jair Bolsonaro ao PL 1826/2020, que preconiza a indenização de R$50 mil aos profissionais da saúde incapacitados pela Covid-19, ou para familiares daqueles que morreram.

A edil, que tem a defesa da saúde pública como a principal bandeira de luta, pediu pressão ao Congresso Federal pela derrubada da medida. “Isso é um absurdo e não vamos nos calar. Já conversei com alguns deputados e precisamos de uma grande mobilização para que possamos derrubar o veto. Essas questões tem que ser motivo de indignação de toda classe trabalhadora”, comentou.

Aladilce, que está à frente da Ouvidoria da Câmara Municipal, órgão que realizou uma coletiva para denunciar as condições dos profissionais de saúde na pandemia em Salvador, comenta sobre as realidades trabalhistas. “Estes trabalhadores que estão na linha de frente, colocando suas vidas em risco, são extremamente explorados. Quase 90% são mulheres que recebem salários aviltantes para trabalhar 36 ou 44 horas semanais. Muitas vezes buscam dois empregos para sobreviver, e  ainda tem a jornada de casa”, acrescenta.

DESUMANIDADE – A vereadora não poupou críticas negativas ao Presidente. “O Brasil é o país com maior número de mortes dos profissionais de saúde pela covid-19. Daí temos um presidente desumano que veta um projeto de valorização à tantas vidas. É inaceitável! Não podemos continuar convivendo com um fascista que só pensa em beneficiar a família e os amigos, jogando a classe trabalhadora ao léu”, exclama.

“O que temos no governo central do país é uma pessoa que não tem nenhuma solidariedade, um presidente que sabota todas as possibilidade de termos uma condição de vida melhor, e todas as políticas de enfrentamento à pandemia”, reitera a vereadora, que também já se manifestou nas redes sociais pedindo apoio à derrubada da medida de Bolsonaro. “Os profissionais da saúde precisam de políticas efetivas, mais do que palmas”, finaliza. O veto pode entrar na lista de votação da próxima sessão, sem data definida.

Compartilhar