Caixa-preta do avião que levava a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes foi encontrada
Caixa-preta do avião que levava a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes foi encontrada

Pouco mais de doze horas após o trágico acidente envolvendo o avião que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, onde iria enfrentar o Atlético Nacional, pela primeira partida da final da Copa Sul-Americana e culminou em 72 pessoas mortas e outras seis feridas, a Aeronáutica Civil da Colômbia, informou que os 72 corpos já foram retirados dos destroços da aeronave.

Segundo as autoridades, 63 vítimas já foram para Medellín, onde o processo de reconhecimento dos falecidos deve demorar cerca de três dias. Até o momento, há 72 mortos na tragédia. Além disso, em entrevista coletiva, o ministro dos Transportes da Colômbia, Jorge Eduardo Rojas, confirmou que as equipes de busca localizaram as duas caixas-pretas do avião.

“Sim, já foram encontradas as caixas-pretas. E elas não tem nenhum perda. Vamos saber tudo que se passou”, disse aos jornalistas no local. Rojas pediu “respeito à investigação” e destacou que os equipamentos não apresentam danos graves. “Com a caixa-preta não vamos perder nada. Qualquer coisa que falarmos agora será especulação. Os técnicos e especialistas já estão fazendo análises. Deem um tempo à investigação”, ressaltou.

Já o diretor da Aeronáutica Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra, destacou que “os documentos, os passaportes, já estão nas mãos da polícia” e que agora eles ajudarão na identificação dos corpos. Ainda segundo a entidade, há 150 pessoas envolvidas na busca e resgate das vítimas que “trabalham continuamente para facilitar a recuperação dos corpos”.

“As partes da aeronave foram encontradas a 500 metros da área do sinistro, onde 70% dos corpos estavam se encontrou a fuselagem e nos 30% do terreno eram onde estavam os seis sobreviventes”, divulgou em nota.

Sobreviventes
Dentre as seis pessoas que sobreviveram ao acidente, três são jogadores da Chapecoense. Um quarto jogador, o goleiro Danilo, chegou a ser resgatado com vida, entretanto, não sobreviveu. Mesmo após a confirmação do falecimento do arqueiro, a Cruz Vermelha divulgou que ele havia sobrevivido, porém a Aeronáutica Civil retirou o nome de Danilo da lista de sobreviventes e, por isso, a família do jogador tem sofrido com as múltiplas informações.

Um dos sobreviventes, o também goleiro Jackson Follmann, de 24 anos, foi levado ao hospital San Juan de Dios e lá teve uma de suas pernas amputadas. Outro jogador que sobreviveu foi Alan Ruschel, que está em estado grave, mas estável. Ele sofreu uma fratura em uma vértebra da coluna, precisou passar por cirurgia e ainda corre o risco de ficar paraplégico.

Além de Follmann e Ruschel, o zagueiro Helio Zampier Neto também está vivo. Ele foi o último a ser resgatado com vida e, com traumatismo craniano e fraturas expostas, chegou em estado grave ao hospital e lá ele passa por cirurgia. Os outros três que sobreviveram foram: o jornalista Rafael Henzel e a aeromoça Ximena Suárez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri.

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