O prefeito ACM Neto afirmou em coletiva realizada na manhã desta terça-feira (11) que Salvador fechou a segunda-feira (10) com 57% de taxa de ocupação dos leitos de UTI para a Covid-19. Segundo ele, caso o índice continuar caindo, a administração municipal começará a pensar na terceira fase de flexibilização das atividades.

“Se a gente andar direitinho nos próximos dias, se as regras que foram estabelecidas de fato forem cumpridas, tenho certeza que não vai haver explosão do aumento [da ocupação] de leitos. A gente vai continuar administrando bem, e as próximas fases continuarão avançando. Cada dia que a gente consegue ter um sistema equilibrado, a gente comemora, e aí a gente começa a pensar na fase três, pensar nas atividades que estão suspensas e que ainda não tiveram protocolos divulgados, como a Educação e [liberação de] praias”, falou o prefeito.

ACM neto concedeu entrevista coletiva durante entrega da Vila Barro Branco, conjunto habitacional construído em local onde ocorreu um deslizamento de terra em 2015, por causa de fortes chuvas, que deixou mais de 10 mortos.

Durante a entrevista, o prefeito também falou sobre o primeiro dia de reabertura de bares, restaurantes, salões de beleza e academias em Salvador, que ocorreu na última segunda-feira.

“Acompanhamos a abertura de salões, bares e restaurantes, todos muito comprometidos com os protocolos, cumprindo as regras estabelecidas. Mas, é claro, estamos falando de uma segunda-feira. Começamos numa segunda de propósito, para não pegar logo na largada o final de semana. É preciso esperar o fechamento de uma semana, incluindo sábado e domingo, pra chegar a uma análise final, mas estou otimista. Há um nível de consciência enorme por partes dos donos de bares, restaurantes, salões, academias, dos trabalhadores dessas atividades e da população”, afirmou.

ACM Neto também disse lamentar as ocorrências de festas do tipo paredão que têm acontecido em Salvador. Ele citou especificamente o bairro do Nordeste de Aamaralina.

“Eu lamento que isso esteja acontecendo no Nordeste de Amaralina. E talvez esses acontecimentos estejam prejudicando o bairro, a ponto de estarmos há cinco semanas com todas as atividades comerciais sem funcionar. A gente faz teste e não baixa de 33% de casos positivos. Lamentavelmente, parte da população não tem a consciência de que não dá pra fazer isso, não dá para aceitar isso”, disse.

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