O prefeito de Salvador, ACM Neto, anunciou na manhã desta quarta-feira (17) o lançamento de um novo programa de saúde para reforçar o atendimento aos infectados pelo coronavírus. Com o nome de “Salvador Protege”, o plano prevê o acompanhamento contínuo de pacientes com a Covid-19 por meio da telemedicina, além do rastreio de pessoas potencialmente contaminadas.

Segundo o prefeito, o Salvador Protege é voltado para pessoas com coronavírus, mas se enquadra na lista de programas definitivos do sistema de saúde da capital baiana. O paciente com suspeita de Covid-19 terá uma ala exclusiva para atendimento na Unidade Básica de Saúde.

Em caso de diagnóstico com sintomas leves, o infectado será liberado para voltar para casa, sob a condição de permanecer em isolamento. A cada 48 horas, profissionais de saúde entrarão em contato por telefone para acompanhar a evolução do quadro. Se houver melhora, a pessoa receberá alta. Em caso de piora, será encaminhada para um hospital.

“Estou confiante, apostando muito no êxito desse programa. Entramos em uma nova fase do enfrentamento ao coronavírus e esse programa traz perspectiva de um trabalho mais preciso, mais próximo das pessoas”, disse.

“A ideia é que a gente possa rastrear casos, acompanhar famílias e assegurar que a taxa de crescimento o coronavírus caia na nossa capital”, disse o prefeito, antes de reforçar que a ideia é também evitar que pacientes entrem em hospitais já em estado grave.

A partir da confirmação de um paciente com coronavírus, equipes da prefeitura entrarão em contato para rastrear com quem ele teve contato. Com a identificação de contaminados em potencial, ACM Neto afirma que poderá agir de forma preventiva.

“Vamos ligar para a pessoa e pedir para ela informe com quem ela teve contato nos dois dias anteriores à apresentação dos sintomas. Elas vão passar os nomes e telefones das pessoas. Muitas vezes o contato é com vizinho, familiar, colega de trabalho, que são facilmente identificáveis. Vamos pegar esses contatos e ligar para checar se elas estão com algum tipo de sintoma. Se estiverem, já entram no nosso protocolo de atenção, assim como o paciente original”, pontuou.

Bairros que o Salvador Protege engloba na primeira etapa — Foto: Reprodução / Faebook

Bairros que o Salvador Protege engloba na primeira etapa — Foto: Reprodução / Faebook

De início, o programa será implementado em 22 unidades de saúde do município, o que prevê o alcance a 256 mil pessoas. A ideia é que, no futuro, o “Salvador Protege” tenha aplicação nos 12 distritos sanitários de Salvador, por meio de 149 unidades de saúde.

Além de pacientes com coronavírus, o Salvador Protege acompanhará remotamente gestantes, puérperas, idosos, pessoas com anemia falciforme, portadores de HIV, hepatites virais, sífilis e pessoas que necessitam de atenção diante da saúde mental comprometida.

Como meio para a implantação do programa, equipamentos como tablets, telefones e aparelhos celulares serão adquiridos para equipar todas as unidades de saúde do município.

Reforço aos cofres municipais

Durante o anúncio do Salvador Protege, ACM Neto revelou que os cofres de Salvador serão reforçados com verbas federais. Segundo o prefeito, o presidente do Senado, David Alcolumbre, destinou R$ 74 milhões em verbas parlamentares para a capital baiana.

“Vou contar aqui em primeira mão. O presidente do Senado, David Alcolumbre, está nos liberando R$ 74 milhões, dirigidos por ele, como parlamentar. Veja a importância da articulação política. É uma verba para a Saúde de Salvador, para incrementar nossas ações”, disse.

“Estou me virando como posso para ter recursos, ampliar leitos hospitalares clínicos e de UTI, para evitar o colapso. Nossa luta tem sido para isso. Ontem [terça, 17] reduzimos a taxa de ocupação de leitos de UTI para 78%. Espero que siga diminuindo par a gente ter fôlego, começar a flexibilizar as atividades. Quero ver essa taxa de estabilizar. Tenho esperança que a gente não viva o colapso, não viva a saturação”.

“Nosso objetivo é não ter mortes por falta de atendimento. Não quero que alguém diga que uma pessoa morreu por bater na porta de uma unidade de saúde e a porta estar fechada, não ter leito. Não quero que aconteça de forma alguma. Estou trabalhando para isso”, concluiu.

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