Um dos pré-candidatos do PT à Prefeitura de Salvador, o ex-ministro Juca Ferreira tem sido um crítico da articulação do governador Rui Costa (PT) de colocar o nome da major Denice Santiago, coordenadora da Ronda Maria da Penha, como pré-candidata da legenda.

Em entrevista na Rádio A TARDE FM, Juca Ferreira contou que o fato de a major ser de fora do partido tem incomodado a militância. “Eu a conheço pouco. Até o fato de os militantes do partido conhecerem pouco, incomoda um pouco, porque estão trazendo uma pessoa de fora que ainda não é filiada. Ela não é do PT”, disse.

Além de Juca e Denice, o PT possui nomes que disputam a pré-candidatura, a exemplo do deputado Robinson Almeida, a socióloga Vilma Reis e a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial, Fabya Reis. No próximo dia 15, o partido se reunirá na capital baiana para decidir qual será o nome que representará o partido nas eleições de outubro.

“Eu não subestimo a força da candidata preferida pelo governador e pelo senador. Mas em respeito à democracia interna, é importante que a gente considere que tem um processo, e a política é o território do imponderável. Muitas vezes, a gente prevê uma coisa, mas acontece outra”, afirmou.

O ex-ministro da Cultura ainda ironizou as tentativas que o governador Rui Costa tem feito para levar alguém de fora do PT para disputar o Executivo soteropolitano. “Há pouco tempo atrás, o candidato preferido do governador era o presidente do Bahia (Guilherme Bellintani). Agora, é a major (Denice). E já falam que se a major não conseguir se filiar, vai ser a sobrinha de Irmã Dulce (Maria Rita). Eu acho que é uma piada isso. Mas, de qualquer jeito, reflete uma ação um pouco exótica para a vida do partido”, classificou.

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