O compositor Manno Góes, autor da canção “Milla”, voltou a criticar o cantor Netinho pelo uso da composição em um ato a favor do presidente Jair Bolsonaro. “Todo autor tem o direito de retirar sua composição de qualquer publicação, de rede social, rádio, Youtube. Acho irracional, uma falta de sensatez”, disse, em entrevista ao programa Isso é Bahia, nesta terça-feira, 4, na rádio A TARDE FM, condenando também as aglomerações durante a pandemia.

Manno classificou o ato pró-Bolsonaro como “um show de horror” e reforçou seu direito de não ter a composição vinculada ao ato. “Não quero uma música lúdica, que compus para uma paixão de adolescente, o oposto de tudo isso, vinculada a todo esse ódio”, afirmou.

Goés também criticou a indústria do estilo axé music. “O axé sempre foi explorado de uma maneira duvidosa. Era um produto de massa, mas que foi se tornando um produto da elite, os blocos de Carnaval são um exemplo disso. Sempre teve essa coisa da segregação, isso gerou artistas silenciosos”, afirmou.

“Quando se trata de um presidente como Bolsonaro, a gente não está falando de uma pessoa com a posição política contrária a minha. Estamos falando de um extremismo focado em fake news, em absurdos. Um governo negacionista durante a pandemia”, completou.

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