Por David Mendes

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou nesta quarta-feira (8) que jamais permitirá ser “amordaço” já que ele, como cidadão e político, tem direito de dar opinião.

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O gestor soteropolitano rebateu as declarações do ministro da Defesa e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), publicada nesta quarta pela coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, quando criticou o discurso proferido pelo democrata na semana passada durante a inauguração do Mercado de Periperi.ACM Neto afirmou que a prefeitura, mesmo com a crise econômica que atinge o país, consegue entregar obras na cidade porque na administração soteropolitana não existe “mensalão”, nem “petrolão”.

“Tem prefeito que é só sorriso quando recebe investimento de um bilhão em mobilidade, e depois ataca pelas costas quando inaugura obra local. Nosso governo seguirá investindo (…) sem se importar com o partido, nem com a fasildade do abraço do prefeito”, disparou o ex-governador.

ACM Neto afirmou, durante entrevista à Rádio Metrópole nesta manhã, que preferia Wagner quando ele era governador, “um sujeito mais tranquilo nas suas colocação políticas, mais afeito ao diálogo e não a provocações”.

“É a soma de obras que fazem o trabalho de uma prefeitura. Imagine se eu passasse quatro anos e apenas fizesse o BRT [obra estimada em R$ 1,2 bilhão]? Não sei se o ex-governador conhece muito a cidade, se ele tem andado muito pela cidade, está muito em Brasília, tem passado muito tempo lá e eu não tenho visto muito ele em Salvador”, rebatou o gestor.

Para o prefeito, o PT depois que chegou ao Poder deixou de ouvir as críticas e “subiu no salto”. “O petrolão e o mensalão estão aí. E não adianta achar que uma, duas ou dez obras servem para atenuar esse grave problema de corrupção que existe no Brasil e foi criado pelo PT. E não interessa, quem rouba um real ou um bilhão tem que ser punido. E o PT não tem compreensão disso. Se achavam intocáveis e não aceitam as críticas e a realidade. O mensalão foi comprovado, e o Supremo Tribunal Federal botou muitos petistas atrás das grades. No petrolão, o tesoureiro do PT está preso. E os brasileiros estão de saco cheio disso. Eu também estou de saco cheio disso, porque muito do que estamos vivendo na economia hoje deriva da corrupção e dessa estrutura que o PT montou quando chegou ao Poder”, atacou, ao garantir que no seu projeto futuro está descartado o ingresso a um partido que participe do atual projeto do governo federal petista.

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