Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Texto: Ascom Semdec
No Dia Mundial do Hambúrguer, comemorado nesta quinta-feira (28), dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec) apontam que Salvador é líder isolada no Nordeste e ocupa a 3ª posição no Brasil no ranking de capital social das empresas dos segmentos de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares.
Os números extraídos da base do Data Sebrae, atualizados em maio deste ano, comprovam o impacto direto na geração de emprego e renda: há 4.597 empresas ativas nesse mercado na capital baiana. Destas, a maioria reforça o perfil empreendedor da cidade: são 2.784 Microempreendedores Individuais (MEIs), 1.519 microempresas e 171 empresas de pequeno porte, além de 123 em outras classificações.
Para efeito comparativo, no Brasil havia cerca de 485 mil empresas ativas no segmento, com 502.410 postos formais de emprego, em março deste ano.
A titular da Semdec, Mila Paes, avalia os resultados de forma otimista: “Os dados não mentem, nosso ambiente de negócios está cada vez mais maduro e atrativo para o empreendedor, particularmente o de gastronomia. Observamos que muitas pessoas estão começando a empreender com uma pequena hamburgueria, por exemplo, e logo expandem, contratam mais pessoas, passam a fazer delivery. Isso é o que mais ansiamos na gestão municipal, ver o crescimento do empreendedor e da geração de empregos e renda”.
De acordo com a secretária, o plano é melhorar os números nos próximos anos.“Estamos nos empenhando em várias frentes, desde a ampliação da oferta de qualificação e apoio ao empreendedor até a derrubada de burocracias, como fazemos por meio do Comitê de Desburocratização. Quando o empreendedor cresce, Salvador cresce junto”, pontua Mila Paes.
Descentralização – O mapeamento da secretaria também aponta que a atividade possui uma distribuição geográfica diversa. O ranking de bairros com mais empresas ativas no segmento destaca a Pituba no topo, com 288 negócios, seguida por Itapuã (210), Caminho das Árvores (206), Boca do Rio (167) e Barra (165).
Para Luciana Buck, diretora de desenvolvimento econômico da pasta, esse segmento é, muitas vezes, a porta de entrada para empreendedores no mundo dos negócios. “É importante notar dois aspectos importantes. Primeiro, esse segmento é democrático; permite que microempreendedores compitam com grandes empresários, principalmente por meio da venda via delivery. Em segundo lugar, ele está vinculado a uma grande geração de empregos. Se você vai a uma lanchonete, é possível ver quatro, cinco ou seis pessoas trabalhando”, afirma Luciana.