Pré-candidato a prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM) voltou a dizer na noite de ontem, na inauguração do Centro de Convenções, que a vaga de vice na sua chapa pode ser ocupada pelo presidente da Câmara, Geraldo Júnior (SD). “Geraldo é um grande nome, uma grande parceiro e vai jogar no nosso time na posição que ele quiser, porque ele é um craque”.

O democrata também preferiu não comentar o anúncio da pré-candidatura do senador Angelo Coronel (PSD). “Esse ou aquele adversário, por mais que tenha sua história, seu valor, acho que a população vai analisar quem tem mais condições, o quê que pode fazer para que a cidade avance ainda mais, eleve mais seu patamar. Não é que assuste ou não [aliança ente PSD e Pode]. Nesse momento, o cenário ainda está indefinido, ainda estão sendo colocadas pré-candidaturas. A gente só vai ter um cenário da eleição mais próximo, a partir de abril quando efetivamente os nomes se confirmarem e depois nas convenções. É hora de se preocupar com a cidade. Eu digo sempre: os desejos da cidade estão acima dos nossos sonhos pessoais, dos nossos interesses político-partidários. Esse é o foco, vou seguir assim e nada vai desviar o meu caminho”, pontuou.

Bolsonaro

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), criticou, ontem, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para ele, o chefe do Palácio do Planalto não deu tanta atenção à região Nordeste. “Em relação ao presidente da República, acho que ele fez menos pelo Nordeste, no primeiro ano do governo, do que poderia ter feito. Inclusive, eu faço essa crítica publicamente”, declarou, em entrevista à rádio Metrópole.

O democrata falou ainda sobre a possibilidade de ser ministro de Bolsonaro após deixar a prefeitura no final deste ano. “Se esse convite fosse feito hoje, não (aceitaria). Com o quadro atual do governo, com a visão atual das políticas voltadas para o Nordeste, se fosse hoje, não. Agora, eu quero ajudar o país”, ressaltou.

Em entrevista ao jornal O Globo publicada ontem, Neto disse que, apesar de algumas discordâncias, o seu partido não vai sabotar o governo Bolsonaro. “A agenda econômica do governo, quase toda, tem o nosso apoio. Para mim, se o grande beneficiário do futuro disso for o presidente Bolsonaro, mas o Brasil melhorar, eu estou torcendo por isso. Aqui, em nenhum momento, ninguém procurou e nem vai procurar sabotar o governo, criar dificuldades para colher facilidades, nada disso, nosso compromisso é com a agenda do país, principalmente a agenda econômica”, pontuou.

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