O governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), repudiariam o discurso do agora ex-secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim, após o integrante da equipe do governo Jair Bolsonaro parafrasear uma fala de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista. O chefe do Palácio de Ondina classificou o discurso como “absurdo” e “inaceitável”.

“Não podemos tolerar qualquer tipo de apologia ao regime nazifascista, que gerou pânico, terror e violência no mundo, principalmente nas décadas de 30 e 40. Qualquer tipo de menção positiva à violência e à crueldade devem ser combatidas firmemente. As declarações do Secretário Roberto Alvim, que reproduziu literalmente o pensamento de Goebbels, ministro da Alemanha Nazista, merecem nosso repúdio. Não podemos tolerar a disseminação de discursos de ódio em nosso país. Em vez de trabalhar pela Cultura brasileira, tão rica e diversa, o secretário a persegue, mirando sufocar toda forma de expressão artística não alinhada a sua ideologia. Quem prega visão única são regimes totalitaristas como a Alemanha Nazista que ele evoca em seu vídeo”, escreveu Rui Costa, em suas redes sociais.

Neto pediu a demissão do secretário antes de o presidente Jair Bolsonaro anunciar a exoneração. “Esse tem que ser demitido. Isso é um absurdo inaceitável”, afirmou o democrata. Para o prefeito, a saída do Alvim era a “única providência cabível”. O governo Bolsonaro avisou o Congresso que o secretário seria demitido após a repercussão do caso nas redes sociais e a manifestação pública da classe política.

O ex-governador da Bahia e senador Jaques Wagner (PT) também condenou o discurso nazista. “Gato escaldado tem medo de água fria. Sou judeu, filho e neto de judeus, conheço a história e suas consequências. Não quero que nenhum povo seja dizimado. Repudio as declarações irresponsáveis deste sujeito que não pode usar sua função pública para propagar o nazismo. Inaceitável”, declarou. Na mesma linha, o senador Angelo Coronel (PSD) afirmou que o “nazismo foi um dos períodos mais odiosos da humanidade. Qualquer referência elogiosa a ele precisa de retratação ou punição”.

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