Com a contagem regressiva para o Carnaval Salvador, os camarotes começam a fazer parte do cenário da capital baiana. Embora as estruturas tenham prazo de conclusão até 19 de fevereiro, a montagem ainda está em seu estágio inicial.

Para fiscalizar e orientar os responsáveis pelos equipamentos, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) iniciou a operação Pré-Carnaval.

Até o momento, 11 camarotes já solicitaram a autorização para montagem. Em 2019, 22 foram licenciados nos dois circuitos da festa, sendo 21 no circuito Dodô (Barra-Ondina) e um no circuito Osmar (Campo Grande).

A fiscalização visa alertar sobre o cuidado para não danificar áreas públicas durante o processo de montagem dos espaços, além de chamar atenção para as normas de segurança, como a presença de equipamentos de proteção contra incêndio, rotas de fuga e itens como sinalizadores, balizadores e extintores.

Este ano, a fiscalização conta com uma novidade, de acordo com o diretor de fiscalização da Sedur, Átila Brandão Júnior. “Nós tínhamos problemas com os produtores de camarotes porque, quando passava o Carnaval, encontrávamos calçadas quebradas, jardim danificado. E quando fazíamos a cobrança, ele se eximia daquilo”.

Desta vez, foi feito um relatório fotográfico dos espaços públicos que foram entregues, para após a retirada do camarotes, haja uma cobrança mais efetiva sobre a recomposição daqueles espaços.

No total, os técnicos do órgão emitiram 174 notificações para lojas que utilizam estruturas de proteção durante a festa e danificam áreas públicas, além de oito notificações para camarotes, sobre a necessidade de buscar a licença para a montagem, para queles que ainda não iniciaram, além de falhas de segurança, entre os que já começaram as montagens.

“Buscamos garantir a segurança do folião que comprou o camarote e o folião pipoca. Se houver um problema na estrutura e ocorrer um problema maior, não só aquele que estará na estrutura, como quem estiver passando poderá sofrer com isso”, explicou Átila.

No ano passado, um camarote foi interditado, pois não tinha o projeto de montagem da estrutura e não atendia normas de segurança. Após a constatação, a estrutura foi desmontada.

Montagens

Nos circuitos do Carnaval, os espaços ainda estão ganhando forma. No Campo Grande, em frente ao Teatro Castro Alves, os camarotes estão com as estruturas de sustentação em curso. Já as arquibancadas estão um pouco mais adiantada.

 

No entanto, o pouco espaço deixado aos pedestres, tem gerado incômodo para quem circula pela região. “Todo ano passamos esse mesmo transtorno. Antes ainda era pior, agora ainda tem espaço em alguns pontos. Mas ainda assim, em alguns trechos você precisa andar pela pista. Fica a impressão que a festa é mais importante que os moradores. Ficamos em segundo ou terceiro plano”, contou José Gomes, 65 anos, morador do Campo Grande.

Nas estruturas que estão sendo montadas na Ondina, o estágio é semelhante. Ainda em fase inicial, ganham forma. Estão finalizando a montagem das estruturas de sustentação. Em relação ao espaço entre estruturas e pedestres, a relação está melhor administrada.

Após o Carnaval, os responsáveis têm 10 dias para desmontar e, posteriormente, 10 dias para corrigir possíveis avarias nos espaços públicos.

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