Número de mortes por leptospirose dobra em Salvador

Em 2018 foram registrados cinco óbitos; neste ano, foram registrados 35 casos da doença na capital baiana

De janeiro até dezembro desse ano, dez pessoas morreram em Salvador em decorrência de complicações da leptospirose – doença transmitida pela urina do rato. O número de mortes dobrou, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados cinco óbitos. Em 2019, foram registrados 35 casos confirmados da doença na capital baiana; enquanto em 2018 foram 43 casos confirmados entre janeiro e dezembro. Os dados são da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS).

“A intervenção química é um paliativo. Os ratos vão morrer. Mas, se a população continuar acumulando entulhos, descartando lixos e alimentos de forma inadequada, outros ratos irão aparecer. É um trabalho que deve ser feito em conjunto. A população precisa se educar para que, juntos, possamos combater a proliferação dos roedores e da doença”, ressalta a chefe do setor de combate à leptospirose da prefeitura, Cristiane Yuki.

Ela reforça a necessidade de a população fazer a própria parte para garantir a redução da infestação dos roedores na cidade. Os cidadãos podem solicitar a visita das equipes do Programa de Controle da Leptospirose pelo Fala Salvador 156.

Com o intuito de alertar a população sobre os riscos da leptospirose, além de identificar e combater situações que propiciam a presença de roedores, ampliando a prevenção e controle da infestação, a SMS, através do Centro de Controle de Zoonoses, iniciou nesta quarta-feira (11), uma intensificação nas praias de Salvador. Nesta quarta, as equipes realizaram visitas na extensão de praias da Barra até a Pituba. Já nesta quinta (12), as visitas ocorrem nas praias da Pituba até Stella Maris.

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