Pelegrino diz que ficará no governo até fim do mandato

Nelson Pellegrino fez ataques ao governo Bolsonaro, em discurso durante a cerimônia de posse como secretário estadual de Desenvolvimento Urbano

O deputado federal Nelson Pelegrino (PT) defendeu a gestão do ex-presidente Lula e fez ataques ao governo Bolsonaro, em discurso durante a cerimônia de posse como secretário estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), na tarde de ontem.

“Várias iniciativas foram viabilizadas no início da era Lula e infelizmente nós temos um início de retrocesso no período de governo Michel Temer e um retrocesso total [no governo Bolsonaro]. Não há nenhum dinheiro para políticas públicas estratégicas. Acabaram com o Minha Casa Minha Vida”, ressaltou, lembrando ainda que o governo federal deve R$ 500 milhões ao Governo do Estado. O novo secretário ainda classificou o Rui Costa (PT) como “o melhor governador do Brasil”.

Procurado pela reportagem, ele falou sobre os desafios da pasta. “Tive uma conversa com o governador na terça e eu diria que a secretaria está tocando dois grandes projetos: um é a questão da mobilidade, com o metrô e o VLT, que deve ter os desdobramentos nos próximos dias. Isso está andando. Mas uma outra questão que o governador colocou como muito importante são resíduos sólidos, ele me pediu para dar uma atenção especial para isso. Tocar como prioridade. Tem outras coisas que são importantes, como a regularização fundiárias. Ele falou que temos que escolher dois ou três territórios para implantar como piloto”.

Questionado se continuará como pré-candidato, ele se posicionou. “Veja bem, o compromisso que eu tenho com o governador é de estar até o final do governo. É o compromisso. Mas tenho usado a figura metafórica de que o governador é o técnico do Flamengo. É ele quem escala e quem substitui. Meu compromisso é ficar até o final. […] confesso a você que estou focado na nova missão de ser secretário de desenvolvimento urbano. Trabalho com as minhas coisas de maneira focada. Vou me dedicar 100% a isso”.

“Já tive a experiência de ser secretário outras vezes. É óbvio que é outra rotina. Vou a Brasília esporadicamente. Minha participação em Brasília será como secretário. Evidente que eu não deixei de ser secretário e militante político. Quero ajudar o governador a ganhar a eleição em Salvador, como militante, e nos municípios também. Considero importante a gente ter um prefeito, especialmente na questão da mobilidade urbana”, aponta.

Questionado sobre a pré-candidatura do ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, ele comenta. “Juca apresentou o nome dele na eleição passada. Acho que é um bom nome. É mais uma alternativa que o PT tem. O sentimento do partido é ter protagonismo no ano que vem. O presidente Lula veio a Salvador e falou da importância da candidatura”.

Pelegrino também disse que a questão nacional “tem repercussão direta” na eleição municipal. “Na minha área, teve a questão do Minha Casa Minha Vida. O governo Bolsonaro acabou com o programa. Ele aponta também que não há recursos federais para a saúde e construção de encostas, por exemplo”.

METRÔ NO CAMPO GRANDE

Durante a posse, o Rui Costa declarou que quer levar o metrô de Salvador até o Campo Grande. Ele também voltou a afirmar que está em fase de estudos a linha até a Barra, mas que não consegue entregá-la até 2022. “O estudo de geologia, topografia e sondagem está sendo concluído agora em dezembro. Então, com base nesses estudos, vamos licitar esses projetos. Viabilidade tem. É evidente que com os estudos e o projeto você saberá o custo disso para poder licitar”, ressaltou.

Pelegrino destacou que a meta de sustentabilidade do metrô é de 500 mil passageiros e alfinetou a prefeitura de Salvador. “Se a gente tivesse uma boa vontade maior por parte da prefeitura, a gente já tinha atingido esses 500 mil”.

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