Caciques do PT na Bahia silenciam após TRF-4 ampliar condenação de Lula

Poucos petistas baianos não se manifestaram sobre a decisão do TRF-4, que decidiu não apenas manter a condenação do ex-presidente Lula como ampliar a pena de 12 para 17 anos

Líderes petistas baianos, como o senador Jaques Wagner e o governador Rui Costa, não se manifestaram sobre a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que decidiu não apenas manter a condenação do ex-presidente Lula como ampliar a pena de 12 para 17 anos. A decisão tem gerado polêmica até dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Até a manhã de ontem, apenas a direção nacional do PT havia emitido nota sobre o assunto, avaliando que Lula sofre perseguição por parte dos desembargadores de Curitiba.

“A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4) atuou hoje (27) não como corte de Justiça, mas como um pelotão de fuzilamento contra o ex-presidente Lula. Além de ignorar as nulidades do processo do Sitio de Atibaia e de mais uma vez combinar previamente o aumento da sentença injusta, a Turma desacatou abertamente o Supremo Tribunal Federal, num verdadeiro motim contra a hierarquia do Poder Judiciário e contra a ordem constitucional democrática do país”, escreveu o partido, acrescentando que “o objetivo sempre esteve claro desde o início dessa farsa judicial: é impedir o ex-presidente Lula de exercer a liberdade e seu direito de participar do processo político brasileiro”.

“É mandar Lula de volta à prisão, sem crime, sem culpa, sem provas. É impor pela força a supremacia da Lava Jato sobre a ordem jurídica, sobre as instituições da República. É submeter o país ao arbítrio de um grupo político-ideológico que despreza o estado democrático de direito”, criticou. O texto é assinado pela presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, e pelos líderes petistas na Câmara e no Senado, Paulo Pimenta e Humberto Costa, respectivamente.

Além da executiva nacional, foram registradas apenas manifestações dos deputados estaduais baianos Jacó (PT) e Robinson Almeida (PT), nas redes sociais. “2a instância decide o contrário do que foi determinado pelo STF. O que prevalecerá? A decisão de quem deve resguardar a Constituição e o Estado Democrático de Direito ou quem quer rasgar nossa Carta Cidadã para impor seu desejo ideológico e político?” [sic], postou Robinson no Twitter.

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