Sem vencer há 7 jogos, Roger confia no trabalho: ‘Uma construção’

Treinador tem contrato até 2020 e comemorou que a torcida não tenha pedido sua cabeça

Por Gabriel Rodrigues – Correio da Bahia

O segundo turno do Bahia no Campeonato Brasileiro tem sido bem diferente do que o torcedor esperava. Em 14 jogos, o tricolor venceu apenas três partidas e viu a distância para a zona de classificação à Libertadores aumentar. Atualmente, o Esquadrão está a seis pontos do Internacional, que fecha o G7 da Série A.

Mesmo sem vencer há sete jogos, o tricolor conseguiu se manter na parte de cima da tabela. Agora, sem a “gordurinha” acumulada no primeiro turno, o Esquadrão sabe que vai ter que se reencontrar nos últimos cinco jogos para brigar pela vaga continental até o fim do torneio.

“Essa gordura chegou ao final nesse momento. Hoje, Vasco e Goiás, que estavam atrás, ganharam pontos e nós, justamente por termos acumulado esses bons resultados, nos mantivemos quase na mesma posição passados sete jogos. Perdemos uma posição, e agora as equipes encostaram”, comentou o técnico Roger Machado em entrevista coletiva no Fazendão.

“Esses cinco jogos vão nos dar o panorama do que a gente vai aspirar até o final do Brasileiro. Se a gente repetir a amostra do primeiro turno, podemos nos tornar a equipe do Bahia que mais pontos fez e, provavelmente, na maior colocação no Brasileiro de pontos corridos. E perceber ao final de tudo isso onde vai nos levar, se pré-Libertadores se acontecer G-8 ou consolidar na posição de Sul-Americana”, explicou Roger.

A melhor colocação do clube nos pontos corridos foi o 11º lugar obtido no ano passado (com 48 pontos). Já a maior pontuação aconteceu em 2017, quando terminou em 12º lugar com 50 pontos.

Roger analisou também a situação dele no comando do Bahia. Apesar da série de tropeços, o treinador não tem a posição questionada no clube, o que para ele chega a ser incomum no futebol brasileiro. O técnico tem contrato com o Esquadrão até o final da próxima temporada.

“Circunstância de fato diferente. Eu fico feliz por isso. Me cobro muito também porque entendo que o Bahia poderia, ou pode, nos levar a algo especial tanto no ano quanto nessa trajetória como treinador do Bahia. Não vejo meu trabalho finalizado em uma temporada. É uma construção. Mas também entendo que muitas vezes há uma troca de comando por entender que o trabalho no futebol brasileiro há várias mãos. E o clube como instituição vem crescendo a cada ano. O trabalho de um treinador, a gente é só a última parte. Isso que nós estamos vivendo, que eu estou vivendo, mesmo com os jogos de instabilidade, ainda com a confiança principalmente do torcedor, é inédito. A partir do momento que o torcedor perdeu a confiança no meu trabalho não há por que permanecer. Na forma que eu estou sentindo hoje tenho muita confiança para o trabalho seguir para o próximo ano”, afirmou Roger.

O próximo compromisso do Bahia será domingo (24), quando pega o Goiás, às 16h, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.

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