Derrota para o turismo: Após perseguições, grupo português desiste de construir resort de luxo

Em comunicado enviado nesta segunda-feira (18), a empresa disse que a medida foi tomada por temerem que "um hotel resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de 'guerra'".

O grupo português Vila Galé desistiu da construção do empreendimento que estaria ameaçando a área reclamada pelo povo Tupinambá de Olivença, em Una, no Sul da Bahia. Em comunicado enviado ao site Bahia Notícias nesta segunda-feira (18), a empresa disse que a medida foi tomada por temerem que “um hotel resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de ‘guerra'”.

Anunciado em 2017, após a assinatura de um protocolo de intenções entre o governo do estado da Bahia, a prefeitura de Una e o Vila Galé, o negócio hoteleiro pretendia gerar mais de 500 empregos diretos e 1.500 indiretos, através de um investimento superior a R$ 200 milhões. O resort contaria com mais de mil leitos.

Denúncias feitas pelo The Intercept mostram que o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) teria solicitado oficialmente à Fundação Nacional do Índio (Funai) o término do processo de demarcação do território em questão.

No comunicado enviado pelo Vila Galé, o grupo nega a acusação e se diz vítima de “’ataques’ por alguns que abraçam causas mediáticas, só aparentemente justas”. Segundo o Vila Galé, “não existe qualquer reserva indígena decretada para esta área, nem previsão de a vir a ser”.

Mesmo decidido a cancelar a construção, o grupo comunicou que, motivado pelos incentivos concedidos pelo governo, vai manter o investimento na região de Una no mais curto prazo.

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