“A saúde em Salvador é uma calamidade, está na UTI”, afirma Robinson em ato pela liberdade de expressão na ALBA

Robinson foi condenado em 1ª instância a indenizar em R$ 50 mil o prefeito ACM Neto e sua mãe, Maria do Rosário Magalhães

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) voltou a fazer criticas, nesta segunda-feira (11), contra a administração do prefeito de Salvador e presidente Nacional do Democratas, ACM Neto, no ato organizado na Assembleia Legislativa pela bancada do PT pela liberdade de expressão e em desagravo a ação movida pelo alcaide contra o parlamentar. No final do mês passado, Robinson foi condenado em 1ª instância a indenizar em R$ 50 mil o prefeito ACM Neto e sua mãe, Maria do Rosário Magalhães, por ter criticado, em 2018, a destinação de R$ 2,8 milhões para a ONG Parque Social e Empreendedorismo Social, gerida pela progenitora do gestor, e deixar Salvador, na sua avaliação, com a pior Atenção Básica em Saúde na Bahia. A decisão, contudo, cabe recursos em instâncias superiores.

“Salvador tem apenas 38% de cobertura da atenção básica da saúde, são dados do Ministério da Saúde. Significa que um milhão e oitocentas mil pessoas não têm qualquer tipo de atenção básica à saúde. Os postos de saúde que funcionam faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam agentes comunitários de saúde, mas o prefeito resolveu investir quase R$ 3 milhões de reais, num convênio, em uma ONG presidida pela sua mãe. A saúde em Salvador é uma calamidade”, afirmou Robinson Almeida, um dos nomes colocados no PT como pré-candidato à prefeitura da capital baiana em 2020.

“A irritação do prefeito é porque ele tem em seu DNA uma aversão à convivência democrática, ao debate de ideias, a critica política. Agora mesmo ele anunciou 5 dias para um festival da virada em Salvador. Precisaria de 5 dias de festa na cidade e a saúde de Salvador na UTI? Essa é a prioridade da nossa cidade?”, indagou o deputado, que criticou a gestão do prefeito ACM Neto por não cumprir a Lei 12.994/2014 que institui o Piso Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias. “Os agentes de saúde vão paralisar suas atividades porque Salvador é o único município na Bahia que não paga o piso nacional e o prefeito, que tem aversão ao diálogo, está a 90 dias enrolando a categoria. Esse é o debate que incomoda o prefeito, porque ele não consegue viver com a crítica política”, enfatizou o deputado.

O evento, coordenado pelo líder do PT na Casa Legislativa, deputado Marcelino Galo, contou com a participação dos deputados estaduais Osni Cardoso, Zé Raimundo, Fátima Nunes, Neusa Cadore, Maria Del Carmen, Rosemberg Pinto, Jacó, Alex Lima (PSB), dos deputados federais Afonso Florence e Zé Neto, do prefeito de Cruz das Almas, Orlandinho Pereira, dos presidentes eleitos do Partido dos Trabalhadores na Bahia e em Salvador, Éden Valadares e Ademário Costa, do presidente municipal do PC do B, Everaldo Augusto, do representante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), jornalista Fábio Costa Pinto, do ex-deputado Bira Coroa, de representantes do PDT, PSB, da Associação Brasileira Juristas pela Democracia, de movimentos sociais e entidades sindicais.

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